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Estado de Minas

Com baixa cobertura vacinal, PBH vai vacinar crianças contra polio e sarampo nas Umeis

A ação, que tem como objetivo atingir a meta estabelecida, já começou em 11 unidades. Nesta quinta-feira, a vacinação vai ocorrer na Umei Santa Maria, no Bairro Camargos, na Região Oeste da capital mineira


postado em 22/08/2018 13:51 / atualizado em 22/08/2018 13:59

Cobertura vacinal ainda está abaixo da meta estabelecida(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Cobertura vacinal ainda está abaixo da meta estabelecida (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)

Mesmo com o Dia D, a vacinação contra a Poliomelite e o Sarampo em crianças de 1 ano a 4 anos, 11 meses e 29 dias, em Belo Horizonte continua bem abaixo da meta estipulada pelo Ministério da Saúde. O objetivo é aplicar as doses em 95% deste público, mas somente 46,3% se vacinaram contra a pólio, e 45,8% contra o sarampo. Para tentar aumentar a cobertura vacinal a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) começou uma nova estratégia. As doses serão aplicadas nos alunos das Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis).

A ação, que tem como objetivo atingir a meta estabelecida, já começou em 11 unidades. Nesta quinta-feira, a vacinação vai ocorrer na Umei Santa Maria, no Bairro Camargos, na Região Oeste da capital mineira. Segundo a SMSA, a vacina é aplicada mediante autorização dos pais. Os agentes vão chegar as cadernetas dos estudantes para ver se está com atraso ou se não tomou a dose da campanha.

Em Belo Horizonte, as vacinas estão a disposição da população em todos os 153 centros de saúde da cidade. Além das crianças de 1 ano a 4 anos, 11 meses e 29 dias, as pessoas de até 49 anos devem buscar a proteção.

Balanço divulgado ontem pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostra que 150 notificações suspeitas de sarampo foram registradas no estado neste ano. Dessas, 115 foram analisados pela Funed e descartados. Amostras laboratoriais de 35 pacientes ainda estão sendo verificadas pela fundação. Em Minas Gerais, os últimos casos da doença foram confirmados em 2013. Na época, os pacientes, dois irmãos, contraíram sarampo em uma viagem à Flórida, nos Estados Unidos. Passados cinco anos, a baixa cobertura vacinal pode fazer retornar os casos.

A paralisia infantil também é alvo da campanha, que se tornou conhecida pelo personagem Zé Gotinha, também nesse caso voltada para menores de 5 anos. A indicação é de três doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), aos 2, 4 e 6 meses de vida. Depois, crianças maiores de 15 meses até os 5 anos devem receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), que é um reforço. A doença não é registrada no país desde 1990, mas, enquanto houver circulação do vírus, vacinal ou selvagem, em qualquer outro país, há risco de reintrodução da pólio em território brasileiro. A doença está presente em países da África, Ásia e Oriente Médio.


Veja o esquema de vacinação por idade:


Aos 12 meses de idade, a criança deverá receber a primeira dose da vacina tríplice viral (que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba).

Aos 15 meses de idade, a criança deverá receber a segunda dose com a vacina tetraviral (contra o sarampo, a rubéola, a caxumba e a catapora/varicela) ou a vacina tríplice viral e a de varicela monovalente.

De 02 a 29 anos, caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverão receber duas doses com intervalo de no mínimo 30 dias da primeira dose.

De 30 a 49 anos, caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverá receber apenas uma dose.

Após 49 anos de idade, não é necessário a vacinação porque são consideradas imunes.

Profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, dentistas e outros), independente da idade, devem ter duas doses válidas da vacina tríplice viral documentadas.

Profissionais de transporte (taxistas, motoristas de aplicativos, motoristas de vans e ônibus), profissionais do turismo (funcionários de hotéis, agentes, guias e outros), viajantes e profissionais do sexo devem manter o cartão de vacinação atualizado conforme os esquemas vacinais.

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