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Estado de Minas

Polícia acha armas em carros dentro de estacionamento na Pampulha

Denúncia anônima levou a polícia a apreender cinco armas em carros estacionados no local. Seis clientes foram detidos e levados para a delegacia. Em julho, tiroteio na porta do estabelecimento deixou um morto


postado em 20/08/2018 12:51 / atualizado em 20/08/2018 16:30

Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar (PM) à apreensão de seis armas que estavam em carros guardados no estacionamento de uma boate no Bairro Itapoã, Região da Pampulha, em Belo Horizonte. Seis pessoas foram detidas. 

A operação ocorreu na madrugada desta segunda-feira. De acordo com a PM, a informação era de que pessoas armadas estavam na boate. Por meio das imagens das câmeras de segurança, os policiais viram que os suspeitos chegaram ao mesmo tempo em veículos diferentes, mas conversaram ao desembarcar, dando a entender que se conheciam. Ao perceber que estavam sendo monitorados, alguns chegaram a trocar de camisa para tentar confundir os militares. 

Dentro de um Tiguan eles apreenderam três pistolas nos calibres 22, .40 e 9 milímetros, além de um carregador alongado calibre .40, com munição. O dono do carro, que tem 23 anos, disse que as armas eram do rapaz de 26 anos pra quem ele havia dado carona. Este último, por sua vez, negou. O mais velho foi um dos que trocou de camisa e assumiu ter feito isso porque recebeu informações de que estavam procurando por ele. 

No Fiat Idea de um homem de 30 anos foi recolhida uma pistola calibre 840 debaixo do banco do motorista. O homem assumiu a propriedade da arma, segundo a PM. A última pistola, calibre 380, foi achada no Kia de uma mulher de 25 anos. Ela também negou ser responsável pela arma e disse que deu carona para um casal amigo da irmã dela, que também estava no carro, e que o homem estacionou o veículo para ela. No momento da abordagem, a jovem não soube dizer onde os três estavam. 

Ainda de acordo com a PM, outros dois homens de 22 e 28 anos também foram levados para a Central de Flagrantes da Polícia Civil (Ceflan) junto aos demais como suspeitos, já que as características deles batiam com as de ocupantes que haviam chegado com os demais. 

A boate Jolie, por sua vez, afirma que o caso não tem relação com a casa noturna. Segundo o diretor comercial do estabelecimento, Izânio Jorge, a boate não tem estacionamento próprio. Ele afirma ainda que as abordagens ocorreram na Avenida Portugal, próximo à boate, mas que os envolvidos não estavam dentro do estabelecimento. "A Jolie não tem estacionamento e essas pessoas não estavam dentro da boate no momento da apreensão", destacou. De acordo com a assessoria de imprensa da PM, a informação de que o estacionamento seria da boate consta no boletim de ocorrências.

TIROTEIO Na madrugada de 2 de julho, um tiroteio na porta da casa de shows deixou um morto e seis pessoas feridas. A confusão começou depois que Pedro Henrique Vitor Silva, 20 anos, foi expulso durante uma briga. Ele saiu jurando vingança contra o segurança do estabelecimento, que o retirara do local. Pouco tempo depois, às 4h20, voltou com o rosto coberto por um capuz preto pela Avenida Pedro I disparando por todos os lados com uma pistola 380 milímetros.

Seis pessoas que já estavam do lado de fora foram atingidas, incluindo um policial do Batalhão Rotam, de 34 anos, que, segundo a Polícia Militar, estava de folga e também já tinha saído da boate. O cabo revidou e acertou o agressor quando ele tentava fugir pela mesma via. O PM levou um tiro em cada perna. O segurança foi atingido por oito disparos. As vítimas foram encaminhadas ao Hospital de Pronto-Socorro Risoleta Tolentino Neves, em Venda Nova. Pedro Henrique morreu ao dar entrada no hospital.

Ainda na manhã daquele dia,  a PM apreendeu um adolescente de 16 anos e dois homens de 26 e 27 anos, suspeitos de participação no tiroteio, quando tentavam recuperar, próximo à boate, uma moto usada no crime. (Com informações de Gabriel Ronan) 

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