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Estado de Minas

Kalil defende retirada e acolhimento da população que vive nas ruas de BH

Prefeito entregou obras de dois centros de saúde da capital mineira e destacou ação anunciada ontem por quatro de seus secretários. A cidade não pode virar hotel cinco estrelas para moradores de rua e nem descartá-los, na avaliação do chefe do executivo municipal


postado em 20/07/2018 12:49

Moradores de rua montaram estrutura precária sob o Viaduto Angola, em frente o Conjunto IAPI, no Bairro São Cristóvão(foto: Leandro Couri/EM/D.A PRESS)
Moradores de rua montaram estrutura precária sob o Viaduto Angola, em frente o Conjunto IAPI, no Bairro São Cristóvão (foto: Leandro Couri/EM/D.A PRESS)
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), defendeu, na manhã desta sexta-feira, a intensificação dos trabalhos para abordar e acolher moradores de rua em Belo Horizonte.

Ontem, os secretários e secretárias responsáveis por quatro setores da prefeitura anunciaram que a partir do ano que vem BH terá mais duas unidades exclusivas para grávidas e famílias em situação de rua, além do incremento do trabalho de convencimento para que os moradores de rua deixem as vias públicas da cidade. A equipe que trabalha nessa demanda começará a ganhar, em agosto, a companhia de mais oito grupos de trabalho, aumentando em nove vezes a estrutura dedicada atualmente para tentar a desobstrução do espaço público por meio de um processo focado no diálogo.

“Nós vamos tirar, mas nós não podemos tirar e jogar no mar. Nós temos que tirar e acolher. Então nós não podemos fazer de Belo Horizonte o hotel cinco estrelas para morador de rua e por outro lado nós não podemos tirar morador de rua e jogar no mar”, disse o prefeito.

Kalil conversou com a imprensa no Centro de Saúde Dom Orione, no Bairro São Luiz, na Região da Pampulha. O prefeito entregou a obra de reforma do espaço que agora passa a receber a unidade, já que o posto anterior tinha problemas de capacidade e muda de endereço a partir de agora. Outra unidade visitada foi o Centro de Saúde Serra Verde, no bairro de mesmo nome, na Região de Venda Nova. Como o posto que existia no bairro teve problemas graves de estrutura, uma unidade provisória foi construída em um imóvel cedido pelo estado ao lado da Cidade Administrativa e a nova estrutura definitiva será feita no mesmo local da antiga.

Kalil visitou instalações de dois centros de saúde: Serra Verde, no bairro de mesmo nome, e Dom Orione, na Pampulha(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)
Kalil visitou instalações de dois centros de saúde: Serra Verde, no bairro de mesmo nome, e Dom Orione, na Pampulha (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)

“Alguns não dão nem reforma, como era o caso do Serra Verde que nós visitamos há pouco, que desmoronou de tanto abandono. Então nós temos que ir fazendo essas coisas que nós podemos fazer, mas eu volto a dizer o seguinte: o importante, o caro, o que representa para a população é o que está dentro do centro de saúde que é gente especializada, gente dedicada e não podendo faltar material”, afirma o prefeito.

AUDITORIA NAS CONTAS DAS EMPRESAS DE ÔNIBUS
O chefe do executivo municipal ainda comentou sobre a primeira das quatro etapas do trabalho de auditoria que está sendo feito nas contas das 40 empresas de ônibus que prestam o serviço de transporte público na cidade. Kalil garantiu que a matemática vai apontar os rumos do preço da tarifa na capital mineira. “Ou vai abaixar ou vai aumentar. Contra números, contra a matemática, não tem opinião. Isso vai depender dos números. Nós temos que ter um parâmetro daqui para frente”, completa o prefeito.

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