Publicidade

Estado de Minas

Prefeitura vai ampliar acolhimento e abordagem a moradores de rua em Belo Horizonte

Intensificação de ações integradas entre quatro secretarias será desenvolvida para convencer as pessoas a não obstruírem o espaço público. Oferta de vagas para grávidas será inédita na cidade


postado em 19/07/2018 13:43

Um dos pontos de Belo Horizonte que em que é comum a presença de moradores de rua é o entorno da Praça da Liberdade, onde algumas pessoas montam barracas(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)
Um dos pontos de Belo Horizonte que em que é comum a presença de moradores de rua é o entorno da Praça da Liberdade, onde algumas pessoas montam barracas (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)
Mais vagas especialmente para mulheres e oito equipes a mais para convencer a população em situação de rua a não obstruir o espaço público de Belo Horizonte. Essa é a intenção da Prefeitura de BH a partir do anúncio de intervenções voltadas para os moradores de rua da cidade, que atualmente somam cerca de 4,5 mil pessoas.

Em uma vertente de atuação, a prefeitura pretende abrir três novas unidades para acolhimento dessa população. Uma delas, para 40 pessoas, será exclusiva para grávidas e puérperas (mulheres que acabaram de ter seus bebês), o que é um atendimento inédito na cidade, segundo a secretária de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, Maíra Colares. Além disso, outra unidade vai receber famílias, restrita a 50 vagas. Esses dois novos espaços têm previsão de começarem a operar no início do ano que vem.

Um terceiro equipamento público, que já tinha sido divulgado, para receber moradores de rua será inaugurado, ainda em 2018, conforme a PBH, na região da Lagoinha, ponto de grande concentração de moradores de rua especialmente aqueles que são usuários de drogas. A secretária Maíra Colares ainda anunciou, para este ano, a abertura dos restaurantes populares da cidade aos fins de semana e ampliação do bolsa moradia, que hoje atende 250 pessoas, para 500 pessoas até 2020.

MAIS ABORDAGENS CONTRA OBSTRUÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO Outra parte de atuação diz respeito às abordagens que são feitas por uma equipe multidisciplinar da prefeitura com o objetivo de evitar que a população em situação de rua obstrua o espaço público. O acúmulo de objetos, criando casas improvisadas nas ruas e calçadas, é uma das coisas que mais incomoda os moradores da cidade, segundo a secretária de Política Urbana, Maria Caldas.

Para tentar minimizar esse quadro, Maria Caldas anunciou que a única equipe que faz o trabalho de convencimento dos moradores de rua para retirar aqueles objetos inservíveis vai ganhar a companhia de mais oito equipes. Segundo Maria Caldas, o prefeito Alexandre Kalil determinou que houvesse um esforço maior nessa área, o que vai exigir investimento na ordem de R$ 5 milhões para contratar e equipar as equipes. A expectativa é que a partir do mês que vem as novas equipes já comecem o trabalho nas ruas de BH.

Segundo o secretário de Saúde, Jackson Machado Pinto, cerca de 50% dos moradores de rua da cidade possuem algum tipo de sofrimento mental, o que exige abordagens multidisciplinares e muito cuidado na aproximação. O secretário também informou que do ponto de vista da saúde será muito importante o acolhimento de mulheres grávidas, já que apenas em julho foram acolhidas 90 mulheres com seus filhos em situação de rua.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade