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Estado de Minas

Policiais civis de Lavras denunciam precariedade no sistema prisional da cidade

Presos não estão sendo transferidos para os presídios e aguardam na delegacia há dias. Local não tem estrutura para acomodar os detentos


postado em 18/07/2018 17:08 / atualizado em 18/07/2018 18:20

Investigadores da Polícia Civil de Lavras, no Sul de Minas, relatam o estado de precariedade do sistema prisional na cidade. Eles denunciam que presos estão na delegacia há dias e, após interdição parcial dos presídios na região, não há previsão para que os detentos sejam encaminhados ao sistema prisional. A Secretaria 

Segundo um ofício divulgado pelos profissonais na manhã desta quarta-feira, o presídio de Lavras foi parcialmente interditado pela Justiça. A decisão foi em maio desse ano. Com isso, a guarda dos presos foi transferida provisoriamente para a cadeia de Bom Sucesso, há 45 quilômetros de Lavras.

O problema, segundo os investigadores, é que agentes prisionais estariam se negando a fazer a escolta dos presos, determinando que os investigadores fizessem esse serviço. Até esta segunda-feira o transporte de presos foi realizado pelos policiais. Porém, essa nova realidade também durou pouco tempo, já que o presídio de Bom Sucesso também foi interditado.

Com isso, os presos estão ficando na delegacia de Lavras, sem estrutura física necessária e, ainda segundo o ofício, sem higiene adequada. A segurança estaria sendo feita apenas pela equipe de plantão e um delegado. Em um dos casos, um preso está no local há dois dias.

Os profissionais, ainda segundo as informações contidas no ofício, estão tendo que comprar comida para os detidos e improvisar locais para que eles possam dormir. Eles informaram ainda que não há previsão de quando a situação vai se resolver. Por meio do ofício, os investigadores pedem ajuda ao governo e também ao sindicato da categoria.

O caso foi levado ao Ministério Público de Minas Gerais e também para a Secretária de Defesa Social, porém segundo os órgãos a responsabilidade é da da Secretaria de Administração Prisional (Seap). Por meio de nota, a Seap informou que está em acordo com a Polícia Civil e o Poder Judiciário na região para tentar resolver a situação.

A pasta ainda ressaltou que a superlotação prisional é uma realidade nacional e não específica de Minas Gerais. "A população carcerária do Estado atualmente é de cerca de 70 mil presos e o número de vagas é de aproximadamente 40 mil", disse em nota.

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