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Estado de Minas

Em nota, Governo de Minas se diz ''empenhado'' em esclarecer ataques a cidades mineiras

Executivo estadual une forças das secretarias de Estado de Segurança Pública (Sesp) e Administração Penitenciária (Seap), Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar para explicar onda de violência


postado em 04/06/2018 17:34 / atualizado em 05/06/2018 12:50

O Governo de Minas Gerais informou que “todas as forças de segurança trabalham de forma integrada e com prioridade” no esclarecimento da onda de ataques a veículos automotores no estado. Em menos de 24 horas, pelo menos 17 cidades mineiras sofreram com ações criminosas, com 27 ônibus e seis carros queimados. 

De acordo com o Executivo estadual, o governo está “empenhado” em descobrir as “motivações” dos atos de “forma diuturna”. Segundo o comunicado, as secretarias de Estado de Segurança Pública (Sesp) e Administração Penitenciária (Seap), Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar, por meio de seus setores de inteligência, investigam os ataques. 

O texto ainda faz referência à Polícia Federal e ao Gabinete Militar do Governador. Esses órgãos “também foram envolvidos” nos trabalhos. O governo estadual também esclareceu que informações sobre as investigações serão mantidas em sigilo, para potencializar a força-tarefa. 

Depois de série de ataques a ônibus em Uberaba e Uberlândia, as duas maiores cidades do Triângulo Mineiro, ainda no fim da tarde e início da noite deste domingo, a madrugada desta segunda-feira foi marcada por incêndios criminosos em pelo menos outras 15 cidades, sendo nove no Sul de Minas, Belo Horizonte e Santa Luzia, na Grande BH, e Araxá, no Alto Paranaíba. No Sul do estado, a Polícia Militar registrou ocorrências em Varginha, Alfenas, Guaxupé, Pouso Alegre, Itajubá, Ouro Fino, Passos, Poços de Caldas e Monte Santo de Minas.
 
Um dos incêndios foi registrado em Varginha, no Sul de Minas. A região foi a mais atacada, com pelo menos oito cidades alvo dos bandidos(foto: Reprodução da Internet/Whatsapp)
Um dos incêndios foi registrado em Varginha, no Sul de Minas. A região foi a mais atacada, com pelo menos oito cidades alvo dos bandidos (foto: Reprodução da Internet/Whatsapp)
 

A Polícia Militar admite a possibilidade de ataques orquestrados por ordem de facções criminosas, porém, a corporação também aponta a probabilidade de atuação dos chamados “espelhadores”. Segundo a PM, são pessoas que ao verem a situação de ataques ocorrendo em diferentes lugares do estado, também passam a cometer crimes semelhantes. 

De acordo com o major Flávio Santiago, assessor de imprensa da PM, 30 pessoas foram conduzidas pelos crimes em todo o estado, sendo que oito já haviam tido a prisão em flagrante confirmada até 12h. Somando com o ataque em Cruzília, em que não houve registro de ônibus ou carros incendiados, 17 cidades foram alvo de bandidos e 28 coletivos foram vandalizados.   

A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que os casos são investigados pelas delegacias das respectivas áreas onde ocorreram.   

Confira a nota na íntegra abaixo:

“O Estado de Minas Gerais ressalta que está empenhado na resolução e no esclarecimento das motivações que levaram à queima de ônibus e outros eventos de segurança desde o último domingo (3/6), em diferentes cidades mineiras. Por determinação do Governador Fernando Pimentel, todas as forças de segurança trabalham de forma integrada e com prioridade na questão, na busca de resultados e punição de responsáveis.

Vale ressaltar que a resposta dada até o momento pelas instituições mostra mais uma vez a força das polícias mineiras e a confiança que a população pode e deve ter na resolução dos fatos. Até o momento, já foram conduzidos, pela Polícia Militar, 30 suspeitos de integrar as ações; outras pessoas poderão ainda ser responsabilizadas na continuidade dos trabalhos.

As áreas de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar estão e continuarão debruçadas sobre o tema de forma diuturna. A Polícia Civil também já está com investigações em curso e, o Corpo de Bombeiros, atendendo imediatamente todas as ocorrências que permanecem felizmente sem vítimas.

Entretanto, apesar de entender todo o desejo de mais detalhes oriundos da imprensa, é imprescindível o sigilo das ações e investigações que estão sendo desenvolvidas, potencializando, desta forma, o objetivo final que é o esclarecimento dos fatos para a sociedade.

A Polícia Federal e o Gabinete Militar do Governador também foram envolvidos neste esforço de resolução dos eventos. Na manhã desta segunda-feira (4/6), ambas as instituições se juntaram à Sesp, Seap, PM, PC e Bombeiros em uma reunião estratégica para tratar do tema, realizada com a presença do governador.”

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