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Estado de Minas

Saúde restringe atendimentos em BH por conta da greve dos caminhoneiros

Embora o funcionamento das principais unidades de saúde municipais esteja resguardado do ponto facultativo, a administração municipal orienta a população a procurar serviços somente 'nos casos de urgência e emergência'


postado em 28/05/2018 06:00 / atualizado em 28/05/2018 07:27

Desde a semana passada, o transporte de pacientes do interior para a capital perdeu fôlego e os veículos rodam com menor número de pessoas(foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)
Desde a semana passada, o transporte de pacientes do interior para a capital perdeu fôlego e os veículos rodam com menor número de pessoas (foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)

A rede de saúde sofre o efeito do bloqueio das estradas e consequente falta de combustíveis, situação que tende a se agravar se a greve dos caminhoneiros for mantida. Desde sexta-feira, hospitais veem cancelando cirurgias e os municípios restringindo o transporte de pacientes, que ocorrem somente em casos graves. Um dos maiores planos de saúde da capital, a Unimed também adotou restrições no atendimento. Embora o funcionamento das principais unidades de saúde municipais esteja resguardado do efeito do ponto facultativo decretado para hoje pela Prefeitura de Belo Horizonte, a administração municipal orienta a população a procurar serviços somente “nos casos de urgência e emergência”.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), hoje, terão funcionamento normal os seguintes equipamentos da Rede SUS-BH: Unidades de Urgência do Hospital Metropolitano Odilon Behrens (HOB); Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s); Central de Internações; Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu); Centros de Referência em Saúde Mental (CERSAM’s); Serviço de Urgência Psiquiátrica (SUP). De acordo com a secretaria, os outros equipamentos da Rede SUS-BH terão funcionamento com escala de 50% dos profissionais.

A prefeitura montou um plano de contingência, que prevê a priorização do atendimento para os casos muito urgentes e as emergências com risco de vida. Ontem, da meia-noite às 15h, o Samu realizou 147 atendimentos com envio de ambulâncias. A procura pela população por esse serviço teve uma redução aproximada de 30%, se comparada à demanda média dos domingos. Até o fechamento desta edição, a secretaria não havia registrado falta de insumos e medicamentos que comprometam o atendimento à população.

A Farmácia de Todos, que fica na Avenida do Contorno, no Bairro Santo Agostinho, Região Centro-Sul de BH, vai funcionar em horário reduzido. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), o atendimento será feito entre as 8h e as 17h. Por meio de nota, a SES informou que as pessoas que tiverem horário agendado e não conseguirem comparecer devem fazer um novo agendamento, por meio do telefone(31) 3244-9400 ou comparecer à farmácia sem agendamento prévio. Esse horário pode ser prorrogado até quarta-feira.

A partir de hoje, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) suspende exames, consultas e cirurgias eletivas (agendadas). O hospital justificou a medida pela necessidade de racionalizar os insumos em estoque e garantir a assistência aos pacientes internados, em situação de urgência e emergência, além de atendimentos essenciais, como quimioterapia, devido ao desabastecimento.

REDE PRIVADA
A Unimed-BH também divulgou a implantação de medidas de contingência. Na rede hospitalar, serão priorizados os atendimentos de urgência e emergência, em detrimento das cirurgias eletivas. Nas maternidades os atendimentos permanecem assegurados, inclusive para partor agendados. Nos ambulatórios próprios da Unimed-BH, as consultas estão mantidas, sendo que exames e procedimentos já marcados poderão ser reagendados conforme o estoque de materiais. Pacientes devem confirmar consultas com seus médicos. (Com Larissa Ricci)

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