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Estado de Minas

Cadastros irregulares atrasam funcionamento de app para taxistas em BH

Voltado para taxistas, o TXS2 só vai começar a funcionar no dia 21. Até lá, será feito pente-fino no cadastro para suspender inscrições irregulares de motoristas particulares


postado em 16/05/2018 06:00 / atualizado em 16/05/2018 07:52

(foto: Arte EM/Lelis)
(foto: Arte EM/Lelis)

Lançado no início de maio para tentar dar uma esperança a cerca de 5 mil taxistas na Região Metropolitana de Belo Horizonte diante da concorrência de empresas como Uber, Cabify e 99pop, o aplicativo TXS2 só ficará disponível para o público no dia 21. Apesar de prometido para o dia seguinte ao lançamento, que ocorreu em 2 de maio, o app enfrentou problemas, como o cadastro de cerca de 1 mil motoristas que não são taxistas e por isso foi necessário fazer ajustes, entre eles um pente-fino nos cadastros. A empresa que desenvolveu o programa e o Sindicato dos Taxistas sustentam que o app se encontra em ambiente de testes para que esteja disponível a todas as pessoas nessa data.

O presidente do Sindicato dos Taxistas (Sincavir), Avelino Moreira de Araújo, admitiu que em torno de 1 mil motoristas fizeram cadastro para prestar o serviço de transporte via aplicativo TXS2, principal aposta dos taxistas para criar uma concorrência aos demais apps atrativa para a população em geral. “Tivemos que fazer um pente-fino, já que o programa só terá taxistas. A fase de testes é comum nesse início do aplicativo e ele estará disponível para a população em 21 de maio”, afirma Avelino. A Agência JAX de Inovação, que desenvolveu o app, informou que as devidas providências foram tomadas depois dos cadastros irregulares. O aplicativo foi totalmente desenvolvido na capital mineira e contou com o investimento de R$ 1 milhão para tirar a ideia do papel.

O taxista Aldair Ribeiro Lima, de 43 anos, cita também a necessidade de outros ajustes para viabilizar o funcionamento do TXS2 a partir do dia 21. Segundo ele, foi necessário agregar cadastros de cidades que têm convênio com a BHTrans, como Ribeirão das Neves, Ibirité, Contagem e Sabará, na Grande BH. Nesse bolo, ele conta que condutores de outros aplicativos tentaram ingressar no novo sistema. “Alguns motoristas que não são taxistas aproveitaram essa possibilidade e acharam que os dados não seriam cruzados”, diz ele, destacando que a própria população perceberia o problema ao chamar um táxi e se deparar com um carro particular. “Os passageiros já estão reclamando de decadência de aplicativos e por isso essa novidade vai nos dar a oportunidade de competir de igual para igual com eles e cair no gosto da população”, completa Aldair, que está ansioso para rodar com a nova plataforma. 

MODERNO Segundo a empresa que desenvolveu o app, a população terá acesso a um serviço mais moderno, seguro e com preços competitivos e os taxistas serão gestores de seu próprio serviço. Para começar, o app inicia as corridas para o usuário com o esperado no mercado: valores de bandeira 1, desconto de 30% e sem tarifa dinâmica. Entre os benefícios para quem pretende dirigir pelo app, segundo a empresa, estão: menos taxas – pelo serviço, pelo cartão e pela antecipação do pagamento – e mais segurança para o motorista já que o login do usuário é feito com CPF. Outra novidade é que o próprio motorista será o responsável pela gestão e recebimento imediato do valor da corrida. Ainda há a possibilidade para o passageiro do uso de formas de pagamento alternativas, incluindo moedas criptografadas como a bitcoin. Outra vantagem apresentada é a agilidade no trânsito, já que os corredores de ônibus podem ser usados pela categoria. Desde o ano passado, foi liberada a circulação de táxis nas pistas do Move na Avenida Cristiano Machado, Avenidas Antônio Carlos e Pedro I. (com informações de Larissa Ricci)

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