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Estado de Minas

Gorila Ayo completa um ano e faz a festa da criançada no zoológico de BH

Para marcar a data, a equipe da Gerência de Educação Ambiental promove o bate-papo Gorilas. O objetivo é chamar a atenção para as principais ameaças que essa espécie enfrenta na natureza


postado em 08/05/2018 14:10 / atualizado em 08/05/2018 17:28

Gorilas do zoológico de BH reunidos nesta terça-feira(foto: Suziane Fonseca/PBH/Divulgação )
Gorilas do zoológico de BH reunidos nesta terça-feira (foto: Suziane Fonseca/PBH/Divulgação )

O zoo de Belo Horizonte está em festa. Nesta terça-feira, Ayo (nome de origem nigeriana cuja pronúncia é “Ayô” e significa alegria), terceiro filhote de gorilas nascido no Jardim Zoológico da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), na Pampulha, em Belo Horizonte, completa seu primeiro ano de vida. Para marcar a data, a equipe da Gerência de Educação Ambiental promove o bate-papo Gorilas: conhecer, amar, respeitar, atividade educativa especial que tem como objetivo chamar a atenção para as principais ameaças que essa espécie enfrenta na natureza, bem como refletir sobre o papel dos zoos na conservação da fauna silvestre.



A boa notícia, segundo a direção da fundação, é que o gorilinha Ayo está saudável e parece “muito feliz” em fazer parte de uma grande família que inclui, ainda, os irmãos Sawidi e Jahari, a mãe Imbi, a tia Lou Lou e o pai Leon. Todos demonstram comportamentos próprios da espécie que, atualmente, consta na lista de animais ameaçados de extinção. O sucesso da manutenção dos gorilas no Zoo de BH é resultado do planejamento das ações técnicas para se formar o primeiro grupo reprodutivo da subespécie africana Gorilla gorilla gorilla da América do Sul e traçar estratégias para ajudar na conservação in situ (na natureza). Passados quase quatro anos desde o nascimento do primeiro filhote (Sawidi), e de Jahari um mês depois, é possível dizer que as metas do Projeto Gorilas vêm sendo cumpridas com muita satisfação pela FPMZB.

Para o presidente da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, Sérgio Augusto Domingues, o sucesso da manutenção desse grupo de gorilas em BH é resultado de muito empenho e dedicação da equipe técnica do zoo. “Nenhuma outra cidade da América do Sul hoje tem sequer um indivíduo da espécie. E nós temos um grupo, uma família, de seis gorilas. Após muitos anos de capacitação e aprimoramento de ações relacionadas aos cuidados com esses primatas é possível comemorar a solidez de um trabalho coletivo que envolve conhecimento nas áreas de bem-estar animal, biologia e veterinária. Todo esse esforço representa a essência e importância da existência de zoológicos bem estruturados: a conservação das espécies e o potencial para desenvolvimento de ações de educação ambiental”, afirma Sérgio.

Vale lembrar que os animais adultos são oriundos de instituições diferentes: enquanto as fêmeas Lou Lou e Imbi vieram do Reino Unido (do Zoológico Howletts – Fundação Aspinall), o macho Leon (nascido em Israel) veio de Tenerife, na Espanha (do Zoo Loro Parque). A chegada dos animais somente foi possível após a recomendação da Associação Europeia de Zoológicos e Aquários (European Association of Zoos and Aquaria, EAZA, em inglês) e depois da obtenção de licenças junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Ministério da Agricultura.

Comportamento

Os gorilas vivem em grupos constituídos por 5 a 30 indivíduos, entre jovens imaturos, fêmeas e seus filhotes, liderados por um macho adulto dominante. Esse é facilmente reconhecido por apresentar as costas cinza-prateadas, denominado silverback. A liderança é conseguida graças à sua experiência e suas habilidades em proteger o grupo e não somente por causa de sua força.

Na natureza, esses animais saem do grupo no qual nasceram quando atingem a maturidade sexual. Os machos podem formar grupos de solteiros ou ficar solitários até encontrarem fêmeas para constituir seu próprio grupo. Para as fêmeas, essa migração se dá por volta dos oito anos e, a partir dos 11 anos para os machos.

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