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Estado de Minas

Minas registra os primeiros casos de contaminação por Influenza em 2018

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), foram registrados oito casos de Influenza. Belo Horizonte é que tem o maior número de pessoas infectadas


postado em 23/03/2018 14:20 / atualizado em 23/03/2018 14:48

Minas Gerais registra os primeiros casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave ( SRAG) provocada pelo vírus Influenza, a gripe, em 2018. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgados nesta sexta-feira, mostram que já foram notificadas 221 notificações SRAG até 10 de março. Destes, 130 exames foram analisados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Do total, oito foram causados por Influenza, a maioria em Belo Horizonte. Nenhuma morte foi registrada em pacientes que contraíram o vírus. Já pela Síndrome Respiratória, 14 óbitos estão confirmados.

A Influenza é uma doença respiratória que pode levar a morte. Ela é grave, principalmente, quando atinge crianças até cinco anos, gestantes, adultos acima de 60 anos, e portadores de doenças crônicas e que apresentam outras condições clínicas especiais. A infecção pela doença pode causar sintomas que se confundem com outras infecções virais e bacterianas. Ela se manifesta, normalmente, como uma Síndrome Gripal. O paciente pode ter sintomas como, febre, dor de cabeça e musculares, tosse, dor de garganta, e fadiga. Se for associado com dificuldade respiratória, o quadro passa para SRAG. Neste caso, a notificação é compulsória.

Nos casos de SRAG registrado neste ano associados ao vírus Influenza, 75% foram pelo tipo A, todos do  subtipo A/H3 sazonal,  e 25% pelo tipo B. Belo Horizonte é que registra o maior número de casos, sendo quatro no total. Pacientes também contraíram o vírus em Lagoa Santa, na Grande BH, Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Varginha, no Sul de Minas, e Juiz de Fora, na Zona da Mata,

No ano passado, Minas registrou 300 casos de SRAG provocados por Influenza. Destes, 50 pacientes não resistiram. O tipo A/h3 sazonal foi novamente o subtipo mais identificado. Em 2016, o índice de mortalidade pelo vírus foi o maior desde 2009. Foram 1.059 casos registrados que resultaram em 291 mortes.

Em 2018, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES) não foi registrado nenhum surto.

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