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Estado de Minas

Copasa e Fundação Banco do Brasil firmam acordo para preservação de nascentes e mananciais

O objetivo é proteger e conservar mananciais usados pela Copasa para o abastecimento da rede pública


postado em 19/03/2018 14:32 / atualizado em 20/03/2018 09:04

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press(foto: Na foto, nascente do Rio Jequitinhonha, próximo a Serro, a beira da rodovia MG-259.)
Juarez Rodrigues/EM/D.A Press (foto: Na foto, nascente do Rio Jequitinhonha, próximo a Serro, a beira da rodovia MG-259.)

Parceria para garantir a preservação do recurso natural que mata a sede da população, molha as lavouras, interliga comunidades e rega projetos de desenvolvimento. Na abertura do Fórum Mundial da Água, nesta segunda-feira, em Brasília (DF), o sinal verde se acendeu para a preservação do “líquido da vida” em Minas. À tarde, no espaço denominado Feira, a diretora-presidente da Copasa, Sinara Inácio Meireles Chena, e o presidente da Fundação Banco do Brasil (FBB), Asclépius Soares, firmaram acordo de cooperação para promover ações de conservação e recuperação de nascentes e mananciais do estado.

Conforme a Copasa, o recurso no valor de R$ 8,5 milhões – R$ 7 milhões da empresa mineira – será investido na continuidade das ações do programa Pró-Mananciais e usado na implementação de tecnologias sociais – como fossas sépticas biodigestoras (sistema de tratamento de resíduos de dejetos de animais) e cisternas para captação de água da chuva – e mobilização social nas comunidades, realização de oficinas e adequação de estradas.

“Trata-se de uma iniciativa inédita no país, se considerarmos a metodologia participativa e o envolvimento das comunidades”, disse o chefe da assessoria técnica da presidência da Copasa, João Bosco Senra. Ele explicou que o trabalho cooperativo tem duração inicial de dois anos, podendo ser prorrogado. “A FBB tem grande experiência e uma rede de tecnologia social, permitindo agilidade”, afirmou Senra. Para selecionar as localidades mineiras, foram levados em consideração fatores como escassez de água, abastecimento da população, condições do recurso oferecido e outros.

As ações contemplam, na prática, proteção de nascentes e mananciais, inclusive com cercas, recuperação de matas ciliares, programas para captação de água de chuva, projetos de agroecologia, implantação de biodigestores, ações de educação ambiental e outros. Entre os municípios, estão Montes Claros, Patos de Minas, Caratinga, além de cidades ao longo da bacia do Rio das Velhas, na Grande BH e entorno, como Matozinhos, São José da Lapa, Contagem, Florestal, Sabará (Ravena), Nova União e outros. “O programa se espelha no Cultivando Água Boa, desenvolvido pela Itaipu Binacional e premiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015”, destacou Senra. 

ESTRATÉGIAS 
Desenvolvido pelo governo de Minas por meio da Copasa, o Pró-Mananciais é responsável por mobilizar as comunidades e parceiros estratégicos locais, reunidos no Coletivo Local de Meio Ambiente (Colmeia), a fim de proteger e conservar mananciais usados pela Copasa para o abastecimento da rede pública. Entre as diversas atividades desenvolvidas, estão o cercamento de nascentes, plantio de mudas nativas em mata ciliar e implantação de bacias de contenção de enxurradas. O Colmeia participa de maneira colaborativa das etapas de diagnóstico, planejamento, construção e acompanhamento do plano de ações na microbacia escolhida.

Em nota, a Copasa informa que o Pró-Mananciais teve início em 2017, envolvendo 58 cidades mineiras, com ações de proteção e de recuperação das águas, desde as nascentes até o ponto de captação. Para 2018 a expectativa é de que sejam beneficiados 149 municípios – um crescimento de mais de 50%, com prioridade para os mais impactados pela crise hídrica e que demandam ações emergenciais de conservação das águas. 

CISTERNAS 
O esforço em realizar ações para preservar os recursos hídricos faz parte da trajetória da Fundação Banco do Brasil. A FBB e parceiros construíram no semiárido brasileiro mais de 100 mil cisternas para consumo básico e criação de alimentos e pequenos animais. Nos últimos cinco anos, o investimento de mais de R$ 340 milhões beneficiou 400 mil famílias na convivência com as condições extremas da seca.

Cerca de 70 tecnologias sociais relacionadas ao tema água fazem parte Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito, disponível também em dispositivos móveis. São iniciativas para uso e reúso de água, armazenamento, fossas sépticas para saneamento, barragens, entre outras.

Os visitantes do Fórum Mundial da Água, onde será firmado o documento, podem conhecer o BTS no estande da Fundação BB, no espaço Feira, com demonstração em mesa interativa das possibilidades de pesquisa no portal e aplicativo BTS.

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