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Estado de Minas

Parque do Ibitipoca exige cartão com registro de vacina contra febre amarela para visitantes

Com a decisão, mais uma área verde de lazer do estado altera a rotina de funcionamento, adotando medidas preventivas à doença


postado em 01/03/2018 11:20 / atualizado em 01/03/2018 13:22

Evandro Rodney/ Divulgação (foto: Paredão de Santo Antônio no Parque Estadual do Ibitipoca)
Evandro Rodney/ Divulgação (foto: Paredão de Santo Antônio no Parque Estadual do Ibitipoca)
A apresentação do cartão de vacina com registro da imunização contra a febre amarela passa a ser medida obrigatória aos visitantes do Parque Estadual do Ibitipoca, em Lima Duarte, na Zona da Mata de Minas Gerais. 

O parque é mais uma área verde de lazer do estado a exigir a apresentação do cartão. Anteriormente, o Inhotim, em Brumadinho, o Santuário do Caraça, em Catas Altas e a Fundação Zoobotânica de BH já haviam adotado a regra. 

Em nota divulgada no site e nas redes sociais, a administração do Ibitipoca explica que a ocorrência de casos de febre amarela no entorno do parque resultaram no posicionamento adotado. 

“As visitas ao Parque Estadual do Ibitipoca só serão autorizadas mediante apresentação da carteira de identidade e do cartão de vacina atualizado, além da assinatura de um termo de responsabilidade, em que o visitante declara ter se imunizado há pelo menos 10 dias,” explica a nota. 

Surto da doença e de boatos 


Em meio aos 589 casos confirmados de febre amarela em Minas Gerais, sendo 11 em pessoas vacinadas, um surto de boatos sobre a eficácia da dose imunização surge e ganha força nas redes sociais,como motsrra reportagem da edição impressa do Estado de Minas desta quinta-feira

Os 11 casos confirmados da enfermidade em pessoas que tomaram uma dose da vacina representam 0,00006% no universo de cerca de 16 milhões de pessoas imunizadas no estado, o que, para especialistas e a própria SES/MG, é crucial para desmentir qualquer informação falsa. 

Entre vários tipos de notícias que não são verdadeiras divulgadas em grupos de WhatsApp e também nas redes sociais, se destacam a ineficácia da medida preventiva perante uma mutação do vírus da febre amarela e a falta de eficiência das doses fracionadas, recomendação do Ministério da Saúde para 15 milhões de pessoas no país. 

Mensagens de áudio, texto e vídeo em nome de pseudomédicos e enfermeiros ganham notoriedade e questionam a imunização, criando na população uma resistência à vacina contra a doença que já matou 96 pessoas entre junho de 2017 até o último balanço epidemiológico divulgado pela SES/MG na última terça-feira. 

* Sob supervisão da subeditora Jociane Morais

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