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Estado de Minas

Zoológico de BH reabre hoje com exigência de vacina contra febre amarela para visitantes

Com 44 mortes confirmadas no estado pela doença, zoológico de BH, que fechou por uma semana, reabre exigindo comprovante de imunização para acesso. Macacos são isolados


postado em 02/02/2018 06:00 / atualizado em 02/02/2018 07:58

Primatas, uma das grandes atrações para os visitantes da unidade, foram transferidos para recintos protegidos por telas em áreas reservadas (foto: Jair Amaral/EM/DA Press)
Primatas, uma das grandes atrações para os visitantes da unidade, foram transferidos para recintos protegidos por telas em áreas reservadas (foto: Jair Amaral/EM/DA Press)
 

Uma semana depois de fechar as portas como medida preventiva diante do surto de febre amarela, cujo número de mortes subiu para 44 em Minas, o zoológico de Belo Horizonte volta a receber visitas em clima de alerta. A partir de hoje, quem visitar a Fundação Zoo-Botânica deve apresentar documento de identidade e cartão de vacina, comprovando a imunização contra a doença aplicada com pelo menos 10 dias de antecedência. De acordo com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, a regra é obrigatória e vale para todas as pessoas. Quem não for vacinado não poderá entrar.

Embora sem registro de casos da doença nem de morte de macacos no entorno, a medida contribui, segundo a Prefeitura de BH, para sensibilizar as pessoas sobre a importância da vacina e garantir a segurança de quem trabalha e visita o espaço, que concentra muitas pessoas e está em meio à mata. Funcionários da fundação passaram por treinamentos específicos para lidar com a nova exigência.

A preocupação não se limita ás pessoas, estendendo-se aos animais. Bugio, parauacu, sagui-imperador, macaco-da-noite, mico-leão-de-cara-dourada, mico-leão-dourado, macaco-prego e guigó – espécies de primatas mais vulneráveis à contaminação pela febre amarela – foram retirados da área de visitação.

Para ficarem isolados do contato com os possíveis vetores da doença, os mosquitos, eles foram transferidos para recintos adaptados, fechados com telas finas que não permitem a passagem de insetos. Esses recintos ficam fora da área de acesso dos visitantes, ao lado do hospital veterinário. A entrada é restrita a tratadores, cuidadores e funcionários do zoológico.

Recintos com telas para proteger macacos no Zoológico de BH(foto: Daniel Alves/Fundação Zoobotânica/Divulgação)
Recintos com telas para proteger macacos no Zoológico de BH (foto: Daniel Alves/Fundação Zoobotânica/Divulgação)


CASOS FATAIS Ontem, subiu para 44 o número de óbitos em Minas em decorrência da febre amarela, segundo levantamento do Estado de Minas com base nos boletins da Secretaria de Estado da Saúde e de secretarias municipais. Autoridades sanitárias de Barão de Cocais, na Região Central do estado, confirmaram a morte de mais um morador da cidade pela doença – o segundo neste ano. De acordo com a pasta, a vítima, que teve diagnóstico confirmado na tarde de terça-feira, é um homem de 40 anos, morador do Bairro Irmãos Além, que não se vacinou.

Ainda conforme a secretaria de Barão de Cocais, 10 pacientes do município estão internados no Hospital Eduardo de Menezes, no Barreiro, em Belo Horizonte, com suspeita de contaminação por febre amarela. Outros dois moradores que aguardam resultados dos exames que podem constatar a doença já receberam alta.

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