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Estado de Minas

Após motim e fugas, Penitenciária Nelson Hungria é alvo de operação

Secretaria de Estado e Administração Prisional informou que a operação não tem relação com os últimos acontecimentos e que se trata de ação rotineira


postado em 31/01/2018 09:01 / atualizado em 31/01/2018 12:54

Policiamento foi reforçado na unidade e chefia da Polícia Militar também se envolve na operação na Nelson Hungria (foto: Paulo Filgueiras: EM/ D.A Press)
Policiamento foi reforçado na unidade e chefia da Polícia Militar também se envolve na operação na Nelson Hungria (foto: Paulo Filgueiras: EM/ D.A Press)
Uma operação pente-fino é realizada, nesta quarta-feira, na Penitenciária Nelson Hungria,  em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nos últimos dias, foram registradas fugas, motim, ataque a ônibus, ameaças de criminosos e vídeos que teriam sido divulgados pelos detentos via celular mostrando problemas de estrutura no complexo. 

Equipes do Centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICC-Móvel) estão na unidade para atuar na operação. As equipes terão acesso às câmeras de segurança dentro da penitenciária e está previsto o uso de drones para captura de imagens na unidade. 

A Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou que o procedimento já estava previsto e não tem relação com os acontecimentos do último fim de semana na cadeia. A assessoria de imprensa da pasta informou que é um trabalho que já aconteceu em outros presídios do estado e consiste em uma ação completa, com equipes multidisciplinares da secretaria.
 
Além de pente fino nas celas, também há vistorias relacionadas à infraestrutura do presídio e atendimento dos presos. O coronel Giovanne Silva, comandante do Policiamento Especializado da PM, esteve na unidade e alinhou procedimentos com a equipe do CICC móvel. Segundo o militar, a PM intensificou o patrulhamento na parte externa da penitenciária, procedimento de praxe quando há operações em presídios.
 
No fim da manhã, a Seap emitiu nota à imprensa sobre a operação. Confira o teor:
 
A Secretaria de Estado de Administração Prisional (SEAP) realiza nesta quarta-feira, 31.01, desde 06h da manhã, uma série de ações que se inserem no contexto de Supervisão Multissetorial e de apoio Operacional no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem.

Cuida-se de atividade de rotina no âmbito da SEAP, já realizada noutras Unidades Prisionais e que conta com os diversos setores da Secretaria, tais como infraestrutura/engenharia, planejamento, correição, inteligência, segurança, atendimento ao preso, recursos humanos e que tem por fim ampliar as informações relativas às condições estruturais da Unidade, bem como potencializar as ações de segurança e, com isto permitir melhores condições de trabalho para os servidores e de atendimento ao preso.

Importante destacar que não se trata de uma intervenção e sim de uma ação de apoio à Unidade dentro do planejamento da SEAP em termos de gestão e operações.

As atividades operacionais estão a cargo da Subsecretaria de Segurança Prisional e são executadas por Agentes Penitenciários da própria Unidade e, principalmente, pelos Agentes Penitenciários integrantes do Comando de Operações Especiais da SEAP (COPE).

Dentre as atividades operacionais, destaca-se a realização de vistoria em todas as celas pelo COPE, observando-se as determinações legais que regem a matéria.

Dentre as atividades administrativas e de atendimento ao preso, destacam-se a definição de fluxos internos e procedimentais, a coleta de informações a respeito das condições de infraestrutura predial, fortalecimento de ações voltadas para a ressocialização do preso e melhores condições de trabalho para os servidores.

No que se refere às denúncias de possíveis procedimentos contrários à lei perpetrados contra presos, serão todas investigadas pela SEAP naquilo que lhe cabe, sem embargo das investigações pelos demais órgãos competentes naquilo que lhes diz respeito. O Governo de Minas, por intermédio da SEAP, não admite a prática de ações contrárias à lei dentro de suas Unidades Prisionais, quer seja da parte de seus servidores ou de presos.

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