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Estado de Minas

Minas tem média de 4,4 casos prováveis por dia de chikungunya em 2018

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgados nesta segunda-feira mostram o avanço da doença. No último levantamento apresentado pela pasta, em 8 de janeiro, eram 9 notificações registradas. Em sete dias, o aumento foi de 58 casos prováveis


postado em 15/01/2018 16:03 / atualizado em 15/01/2018 16:18

Combate aos focos do mosquito Aedes aegypti são ainda mais importantes no início do ano, época de proliferação do inseto(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Combate aos focos do mosquito Aedes aegypti são ainda mais importantes no início do ano, época de proliferação do inseto (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

Em meio o aumento de casos de febre amarela em Minas Gerais, outra doença segue preocupando: a febre chikungunya. As notificações da enfermidade, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, se multiplicam a cada semana. Somente nestes primeiros 15 dias de janeiro, já são 67 casos prováveis da moléstia, uma média de 4,4 por dia. Não há nenhuma morte sendo investigada.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgados nesta segunda-feira mostram o avanço da doença. No último levantamento apresentado pela pasta, em 8 de janeiro, eram 9 notificações registradas. Em sete dias, o aumento foi de 58 casos prováveis. Mesmo com o aumento, segundo a SES, nas últimas quatro semanas 39 cidades mineiras apresentaram baixa ou média incidência de casos prováveis de chikungunya. A doença não foi computada em 814 municípios.

Em 2017, Minas Gerais viveu seu pior ano de infecção da febre chikungunya. Foram registrados 16.789 casos prováveis da doença. Além disso, registrou as primeiras mortes da história da enfermidade. Foram 13 no total. Destes, 10 foram em Governador Valadares, uma em Central de Minas, ambas na Região do Rio Doce, uma em Ipatinga, no Vale do Aço, e outra em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri.

Historicamente, a maioria dos casos prováveis de chikungunya são registrados nos primeiros meses do ano, entre janeiro a abril. Por causa disso, a atenção tem que ser maior no combate aos focos do mosquito Aedes aegypti. Esse período coincide com o período de proliferação do inseto.

A chikungunya é uma doença viral causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae, e pode ser disseminada, como ocorre no Brasil, pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, também transmissores da dengue, da zika e da febre amarela. Na fase aguda, os sintomas se manifestam entre dois e 12 dias. Os principais são febre alta, acima de 39 graus, de início repentino, dor muscular, erupções na pele, conjuntivite e dor nas articulações, que podem se manter por um longo período. A orientação das autoridades de saúde para quem apresentar manifestações compatíveis com a virose é procurar a unidade básica de saúde mais próxima e não usar medicamentos sem indicação médica.

Dengue

Nos primeiros 15 dias deste ano já foram registrados 476 notificações de dengue. No ano passado, foram 29.107 casos prováveis da doença, sendo 15 mortes confirmadas em decorrência da moléstia. Os óbitos eram de residentes de Araguari, Arinos, Bocaiúva, Capim Branco, Curvelo, Ibirité, Leopoldina, Medina, Monsenhor Paulo, Patos de Minas, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, São José do Divino, Uberaba e Uberlândia.

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