Publicidade

Estado de Minas

Nova Lima confirma terceira morte por febre amarela neste ano

Exames da Fundação Ezequiel Dias (Funed) concluíram que o homem, de 60 anos, morador do Bairro Galo, que morreu em 5 de janeiro, tinha contraído febre amarela. Outro morador da cidade que estava com suspeita da doença morreu nesta quinta-feira em BH. Caso é investigado


postado em 11/01/2018 15:36 / atualizado em 11/01/2018 15:46

Prefeitura da cidade intensificou a vacinação dos moradores(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press.)
Prefeitura da cidade intensificou a vacinação dos moradores (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press.)

A febre amarela continua avançando pela Região Metropolitana de Belo Horizonte. A prefeitura de Nova Lima confirmou, nesta quinta-feira, a morte de mais uma pessoa em decorrência da doença. Essa é a terceira na cidade somente nos primeiros 11 dias deste ano. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) ainda não confirma o óbito do paciente. Dados oficiais da pasta indicam que seis pessoas já perderam a vida devido a enfermidade desde dezembro de 2017. Segundo a administração municipal, um outro paciente que estava internado na capital mineira com suspeita da doença morreu nesta quinta-feira. Porém, o caso ainda está sendo investigado.

Exames da Fundação Ezequiel Dias (Funed) concluíram que o homem, de 60 anos, morador do Bairro Galo, que morreu em 5 de janeiro, tinha contraído febre amarela. Com isso, já são três mortes confirmadas pela doença na cidade. Já tinha confirmado o caso de um pintor de 51 anos, nova-limense que morava em São Paulo – estado onde há avanço da doença – e chegou à cidade para passar as festas de fim de ano com a família, no Bairro Honório Bicalho. E também de um outro homem, morador da cidade, que morreu no Bairro Santa Rita.

A situação pode ser ainda pior. Um morador de Nova Lima que estava internado no Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, com suspeita da doença, morreu na tarde desta quinta-feira. “É importante ressaltar que ainda não está confirmada a causa da morte”, ressaltou a prefeitura por meio de nota. O caso ainda está sendo investigado. “As investigações estão sendo realizadas de acordo com o protocolo de Febre Hemorrágica, que pode diagnosticar doenças como Dengue, Febre Amarela, Hantavírus, Febre Maculosa, Leptospirose e Hepatite A”, completou a administração municipal.

Por meio de nota, a prefeitura informou que já está tomando medidas de bloqueio da doença. “A Secretaria Municipal de Saúde de Nova Lima está intensificando os esforços de vacinação nas regiões de moradia das pessoas que faleceram e que estão sob investigação com os sintomas da doença. Além de reforçar a visitação em residências e comércios para verificação e tratamento de possíveis criadouros do mosquito, a Prefeitura realiza ações de bota-fora e campanhas educativas”, disse. A cobertura vacinal no município está em 96%.

Doença se espalha

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram um aumento no número de casos da doença em Minas Gerais. Segundo o boletim divulgado pela pasta nessa quarta-feira, de desde dezembro foram registradas seis mortes em decorrência da doença. O balanço não inclui o óbito confirmado pela Prefeitura de Nova Lima. Outros quatro óbitos seguem sendo investigados. Além disso, um caso da enfermidade foi confirmado em um morador de Brumadinho, na Grande BH. Ele segue tratamento no Espírito Santo. Outros seis casos estão sendo apurados. A metodologia de divulgação dos dados foi modificada pela SES/MG. Os números serão apresentados com base nas características sazonal da doença. Ela é monitorada a partir de julho e termina em junho do ano seguinte.

Segundo a SES, no período referente a 2017/2018, que compreende julho do ano passado e junho deste ano, foram confirmados sete casos da doença. Destes, seis pacientes não resistiram e morreram. Outros 10 seguem sendo investigados em três pacientes de Nova Lima, dois em Mariana, um em Barra Longa, Brumadinho, Estrela do Indaiá, Goianá, e Teófilo Otoni. Outros 38 casos suspeitos foram descartados.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade