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Estado de Minas

Vereador propõe projeto para que táxis-lotação aceitem cartão BHBus

Medida visa modernizar o pagamento das tarifas e dar mais comodidade à população


postado em 20/12/2017 17:37 / atualizado em 21/12/2017 15:09

Você é a favor da medida?(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Você é a favor da medida? (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
O passageiro de transporte público de BH pode ganhar uma nova vantagem em breve. Tramita na Câmara Municipal, em segundo turno, um Projeto de Lei para que táxis-lotação aceitem cartão BHBus ao quitar a tarifa, de autoria do vereador Cláudio da Drogaria Duarte (PMN). 

A medida visa dar mais comodidade aos passageiros e adequar o transporte de Belo Horizonte aos avanços da tecnologia. Além disso, possibilitaria a criação de uma nova fonte de renda para os taxistas. 

De acordo com o Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários (Sincavir), a medida vai trazer benefícios a todos os envolvidos. "A gente vê o projeto como fundamental. É muito importante que o cliente tenha essa comodidade", afirmou o vice-presidente do Sincavir, João Paulo de Castro.

Ainda assim, nem tudo são flores. Em novembro, uma emenda substitutiva passou a responsabilidade de arcar com o equipamento para os permissionários (motoristas). Inicialmente, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da BHTrans, seria encarregada disso. "O interessante seria que a prefeitura arcasse (com os custos). A categoria vai avaliar se realmente vale a pena (implementar o sistema)", ressaltou Castro. 
 
Segundo o relator do projeto de lei, vereador Cláudio da Drogaria Duarte, a instalação do equipamento custaria seis mil reais aos motoristas. Apesar do preço elevado, de acordo com o político a emenda foi acordada com a categoria dos taxistas, a fim de garantir a aprovação do texto. "Estamos com boas perspectivas de aprovação. Ele (o projeto de lei) passou com folga no primeiro turno, portanto deve passar no segundo também", declarou o vereador.  
 
Desta maneira, a BHTrans seria responsável somente por fiscalizar o uso correto do equipamento. 

Já o preço da tarifa seria o mesmo cobrado na maioria das linhas de ônibus da capital, atualmente fixado em R$ 4,05. Todo o valor seria reencaminhado aos taxistas.

O PL 52/2017 foi apresentado em fevereiro e foi aprovado, no primeiro turno, em novembro. Neste mês, a Comissão de Legislação e Justiça – responsável por avaliar se o projeto é ou não compatível com a legislação vigente – deu parecer favorável ao projeto. 

Atualmente, mais de 120 táxis-lotação circulam pelas avenidas do Contorno e Afonso Pena. De acordo com números da PBH, cerca de 15 mil pessoas usam este modelo de transporte diariamente.
 
*Estagiário sob supervisão da subeditora Ellen Cristie. 

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