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Estado de Minas

Motoristas do Uber fazem carreata contra projeto de lei

Protesto ocorre em outras cidades brasileiras. Condutores da capital devem seguir até o Aeroporto de Confins


postado em 30/10/2017 11:37 / atualizado em 30/10/2017 14:31

Motoristas de aplicativos de carona pagas fazem carreata(foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)
Motoristas de aplicativos de carona pagas fazem carreata (foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)


Parceiros do Uber, em Belo Horizonte, realizam uma carreata na manhã desta segunda-feira contra o projeto de lei que pretende regularizar a situação dos aplicativos de transporte em todo o país. A manifestação ocorre também em outras cidades brasileiras.

Segundo a BHTrans, por volta das 10h20, os motoristas desciam a Avenida Afonso Pena em direção à rodoviária, o que deixou o trânsito lento. Às 11h15, eles já haviam alcançado a Avenida Pedro I, na altura do Via Brasil. Há informações de que os motoristas devem seguir até o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande BH.

Segundo o coordenador do Movimento dos Motoristas de Aplicativos, Iori Takahashi, os motoristas se organizaram às 6h. "Estamos reivindicando contra o PL que, caso seja aprovado, deixará muita gente sem transporte e sem emprego. Saímos da Praça do Papa às 6h sentido Cidade Administrativa. São mais de 2 mil motoristas participando da manifestação", afirmou Iori. Os motoristas voltarão em carreata para a Praça da Assembléia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. "Não há previsão. Por volta das 12h, ainda havia motoristas parados na barragem da Pampulha", comentou.

Câmeras da Polícia Militar Rodoviária mostram carreata passando pela MG-010(foto: PMRv/Divulgação)
Câmeras da Polícia Militar Rodoviária mostram carreata passando pela MG-010 (foto: PMRv/Divulgação)


Nessa terça-feira, deve ser votado no Senado o Projeto de Lei 28/2017, de abril, que pretende regulamentar o transporte remunerado privado individual de passageiros no Brasil. A Uber alega que a proposta cria um “alto nível” de burocracia para os condutores que prestam serviço aos aplicativos, “fazendo com que eles precisem conseguir placas vermelhas, licenças específicas (como alvarás) e diversos outros pontos que restringem a liberdade de trabalho do brasileiro”.

Ainda segundo a empresa, Minas Gerais tem cerca e 35 mil parceiros do aplicativo.

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