Publicidade

Estado de Minas

Policial militar assume que atirou contra motorista e passageira da Uber na Av. Cristiano Machado

Vítimas foram baleadas na madrugada do dia 18 de setembro, quando voltavam de uma casa de shows, onde houve uma discussão


postado em 27/09/2017 11:41 / atualizado em 27/09/2017 12:34

Dois policias militares são investigados pela Polícia Civil, suspeitos de terem atirado contra um motorista vinculado ao Uber e uma passageira na madrugada do dia 18 de setembro (segunda-feira), na Avenida Cristiano Machado, Nordeste de Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Militar (PM), o motorista transportava três passageiras com idades entre 19 e 25 anos. Elas disseram à polícia que, quando estavam em frente ao Minas Shopping, o carro foi interceptado por um veículo azul marinho, que encostou na lateral.

O condutor acabou freando e um outro carro bateu na traseira. De acordo com as jovens, os ocupantes dos dois veículos desceram e atiraram contra o carro das vítimas, fugindo em seguida. 

De acordo com a Polícia Civil, um policial militar, que teve a identidade e a patente preservadas, informou que atirou contra o veículo em legítima defesa. O policial, no entanto, não disse se estava sendo ameaçado ou se corria algum tipo de risco. O PM entregou a arma usada, mas não foi preso.

Um outro militar também é investigado, suspeito de estar no carro de onde vieram os disparos. A Polícia Civil informou que testemunhas e envolvidos na ocorrência prestarão depoimento novamente.
 

Relembre  


O motorista, de 26 anos, que presta serviço para o Uber, e a jovem, de 19, foram baleados na madrugada na Avenida Cristiano Machado, no Bairro União, Região Noroeste de Belo Horizonte. Os tiros foram disparados depois que os passageiros deixaram uma casa de shows próxima, onde teria acontecido uma discussão com outras pessoas. 

Assustados, eles saíram correndo a pé pela avenida. O motorista do Uber foi atingido na região da cabeça e a passageira levou um tiro de raspão em uma das pernas. As vítimas foram levadas para um hospital. 

No dia da ocorrência, a Polícia Civil informou que as vítimas foram ouvidas por um delegado de plantão. Em depoimento, informaram que estavam em um estabelecimento no Bairro União, e que um dos amigos se envolveu em uma discussão com um rapaz, que chegou a mostrar uma arma para ele. Diante disso, o grupo foi embora em um veículo do aplicativo. 

As vítimas contaram ainda que o rapaz entrou em um carro e seguiu o automóvel do aplicativo. Em seguida, efetuou os disparos. Eles não souberam dar a qualificação dos suspeitos. 
 
*Sob supervisão do editor Benny Cohen



Publicidade