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Estado de Minas

PMs prendem com drogas e arma integrantes de gangue que espalha violência na Serra

Os dois jovens estavam numa casa na Vila Nossa Senhora Conceição. Militares chegaram ao local com ajuda de cão farejador e identificou um dos homens como o pivô da guerra entre as gangues


postado em 13/09/2017 23:26 / atualizado em 14/09/2017 09:08

Dois homens foram presos em flagrante com uma arma e drogas no Aglomerado da Serra, Centro-Sul, na noite desta quarta-feira. Um deles, identificado como Michael Deyvison, de 20 anos, o Maicquim, é apontado como o pivô da briga das gangues do Pau Comeu e da Vila Del Rey, que desde junho vem resultando em tiroteios com mortos e feridos. Comandante do Gepar da região disse que operações vão continuar.

Além de Michael, foi preso Igro Rodrigues Pereira Souza, de 18, que estava em companhia de Maicquim numa casa no Beco Fayal, Vila Nossa Senhora da Conceição. Uma denúncia anônima levou militares do Gepar ao beco em que estaria a base gangue e, com ajuda de um cão farejador, foi localizado o imóvel em que estava a droga.

Ao perceberem que o cão latia próximo à casa, os dois homens fugiram, sendo que um deles levava uma sacola. Porém, já havia sido feito um cerco policial na área e os dois foram cercados. No imóvel foram apreendidas porções de maconha, 18 buchas da mesma droga, 79 pinos de cocaína e 96 pedras de crack, além de embalagens e balança usadas para preparar o entorpecente para venda nas bocas de fumo. Na sacola que eles dispensaram na fuga, foi encontrada uma pistola Glock, 9mm, com 11 munições intactas.

De acordo com o serviço reservado (P2) da PM, Michael pertencia à gangue do Pau Comeu, a qual abandonou para integrar a rival da Vila Del Rey. Como prova de fidelidade, ele teria matado um adolescente, conhecido como Cabeludo, que seria um dos chefes do antigo grupo. Desde então, houve enfrentamentos entre os criminosos, com outros assassinatos, que vem deixando acuados os moradores do aglomerado e de bairros do entorno, como São Lucas, Santa Efigênia e Serra.

O tenente Mauro Lúcio da Silva, comandante do Grupo Especializado de Policiamento em Áreas de Risco (Gepar), que atua no Aglomerado da Serra, disse que o trabalho da Polícia Militar no local vai continuar. “Continuam as operações por tempo indeterminado. É ordem do comandante de Policiamento da Capital. As operações vão se intensificar”, afirma. O tenente Mauro acredita que ainda é cedo para dizer que a prisão pode colocar fim aos confrontos na Serra. “Com o decorrer do tempo, pode terminar de vez”, disse.

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