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Estado de Minas

Jovem que matou fiscal de ônibus na Cristiano Machado é condenado a 18 anos

Crime ocorreu em outubro de 2015, na linha 1502, perto do Hotel Ouro Minas. Outras duas pessoas ficaram feridas durante o ataque


postado em 12/09/2017 12:07 / atualizado em 12/09/2017 12:45

(foto: Lucas Gomes de Oliveira na época da prisão, em outubro de 2015 (foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press - 06/10/2015))
(foto: Lucas Gomes de Oliveira na época da prisão, em outubro de 2015 (foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press - 06/10/2015))

Foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado Lucas Gomes de Oliveira, de 22 anos, conhecido como Luquinha, responsável pela morte do fiscal de ônibus Webert Eustáquio de Souza, 34 anos, em outubro de 2015 em um coletivo na Avenida Cristiano Machado, Região Nordeste de Belo Horizonte. 
 
A sentença foi lida no início da tarde desta terça-feira pelo Juiz Luiz Glauco Eduardo Soares, no 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, onde Lucas Gomes foi julgado. Inicialmente, a sessão estava marcada para essa segunda-feira, mas precisou ser adiada por causa de uma greve de fome de detentos do presídio Inspetor José Martinho Drumond em Ribeirão das Neves, na Grande BH, onde Lucas Gomes estava preso. 

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), oito testemunhas que prestariam depoimentos durante o julgamento foram dispensadas após um acordo entre os advogados de defesa e acusação. 

O acusado, que já havia confessado o crime anteriormente, voltará ao presídio em Ribeirão das Neves onde cumprirá a pena de 18 anos em regime fechado. Lucas Gomes era acusado pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e por duas tentativas de homicídio e foi condenado por todas as acusações.

O Crime 


(foto: Webert Eustáquio de Souza deixou esposa e quatro filhos. Mãe havia passado de ônibus perto do local do crime (foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press - 01/10/2015 / Arquivo Pessoal))
(foto: Webert Eustáquio de Souza deixou esposa e quatro filhos. Mãe havia passado de ônibus perto do local do crime (foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press - 01/10/2015 / Arquivo Pessoal))
Webert de Souza foi baleado no início da manhã de 1º de outubro de 2015, depois de pedir a Lucas, que estava sentado na parte dianteira do coletivo, que pagasse a passagem. O homicídio ocorreu dentro de um ônibus da linha 1502 (Vista Alegre/Guarani) que trafegava na Avenida Cristiano Machado, no Bairro Ipiranga, Região Nordeste da capital.

No dia anterior, Lucas já tinha se envolvido em uma briga com fiscais por se negar pagar a passagem. A confusão aconteceu na Rua Jacuí dentro de um veículo da linha 1509. “Neste dia, os fiscais agrediram o jovem mesmo depois do amigo dele afirmar que pagaria as passagens. Os funcionários confessaram as agressões em depoimento”, afirmou, na época, o delegado Emerson Morais, responsável pelas investigações.

No mesmo dia, o atirador contou que foi até a empresa dos fiscais durante a tarde e não foi atendido por ninguém. À noite, foi até a Praça Sete onde disse ter comprado o revólver calibre 38 usado no crime.

Na quinta-feira, dia do homicídio, o jovem levou a arma. Quando o ônibus em que ele estava parou ao lado de um hotel na Avenida Cristiano Machado, novamente os fiscais ficaram frente a frente com ele. 

Segundo as investigações, os funcionários perguntaram se o jovem iria pagar a passagem porque não iria ter confusão. Lucas conta que se dirigiu até a roleta, sacou a arma e atirou seis vezes contra Webert, que morreu na hora. Outras duas pessoas foram atingidas. Após o crime, Lucas fugiu para a cidade de Antônio Dias, no Vale do Aço. 

Ao confessar o crime, quando preso, o jovem mostrou frieza que surpreendeu o delegado. “Quando questionei a ele que a vítima era um pai de família que tem quatro filhos, disse que ele deveria ter pensado nisso antes de bater na cara de homem”, contou o delegado.

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