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Estado de Minas

Visitas em presídios da Grande BH são atrasadas em protesto de agentes penitenciários

A categoria está insatisfeita com o entrave na negociação do Governo do Estado em relação a carreira dos profissionais


postado em 09/09/2017 10:02 / atualizado em 09/09/2017 15:56

Familiares foram impedidos de entrar em presídios da Grande BH(foto: Reprodução WhatsApp)
Familiares foram impedidos de entrar em presídios da Grande BH (foto: Reprodução WhatsApp)
Agentes penitenciários de Minas Gerais iniciaram um protesto neste sábado em cadeias do estado. A categoria está insatisfeita com o entrave na negociação do Governo do Estado em relação a carreira dos profissionais. Por causa disso, nesta manhã eles estão fazendo o que chamam de Operação Legalidade. Visitas foram atrasadas em presídios da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Em um áudio que circula nas redes sociais, agentes penitenciários afirmam que não iriam aceitar visitas. “A equipe que trabalharia na penitenciária bicas 2 já está no presídio desde ontem e não vai permitir a visita de familiares”, comentou no áudio. As informações repassadas pelos agentes dão conta que o protesto acontece no Presídio de São Joaquim de Bicas II e no Professor Jason Soares Albergaria, na mesma cidade. Na segunda unidade, os familiares de presos foram liberados a entrar por volta das 9h50, segundo informações de funcionários do presídio.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Administração Prisional (Seap) afirmou que a situação foi normalizada. "Agentes de Seguranc%u0327a Penitencia%u0301rios do Presi%u0301dio de Sa%u0303o Joaquim de Bicas I atrasaram as visitac%u0327o%u0303es na manha%u0303 de hoje 09.9.2017 em protesto ao fim dos contratos por forc%u0327a de decisa%u0303o judicial do Tribunal de Justic%u0327a de Minas Gerais. Servidores de folga foram convocados para reestabelecer as visitas e o Comando de Operac%u0327o%u0303es Especiais do Sistema Prisional (COPE) foi acionado para acompanhar a situac%u0327a%u0303o. As visitas voltaram a acontecer normalmente", afirmou.

Por meio de nota, o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciários do Estado de Minas Gerais (Sindasp) afirma que a categoria está insatisfeita com a negociação com o Governo de Minas. “Após se passar mais de um ano desde a última greve da categoria, que foi embargada pelo TJMG, nenhuma das pautas foram cumpridas até hoje. Os Agentes Penitenciários possuem uma série de reivindicações antigas, de suma importância para carreira, como é o caso da Lei Orgânica e Aposentadoria Especial, cujo projeto, mesmo já levado pronto pelo SINDASP-MG, estava em discussão na SEAP desde o início desta gestão e ficou meses engavetado”, afirmou.

De acordo com o Sindasp, alguns serviços não serão realizados pelos agentes. “Os Agentes Penitenciários passarão a exercer apenas as atividades que estiverem em conformidade com o Regulamento, ou seja, não serão aceitas ordens para missões se os equipamentos não estiverem em dia, não serão realizadas escoltas com veículos em desconformidade com o CTB, dentre outras irregularidades que hoje são “ignoradas” pelas Diretorias das unidades por não haver condições de trabalho”, disse no documento.

Paralisação
Em junho do ano passado, os agentes também realizaram uma paralisação de protesto. Os agentes suspenderam as visitas em diversos presídios do estado. O ato só terminou depois entraram em acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

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