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Estado de Minas

PM põe em funcionamento 86 bases móveis comunitárias nas ruas de BH

PM lança 86 pontos avançados de patrulhamento, garantindo que haverá postos a cada quatro quilômetros em BH. Fim de unidades fixas está em estudo, mas nada muda antes de dezembro


postado em 29/08/2017 06:00 / atualizado em 29/08/2017 07:35

Base na Avenida Antônio Carlos: inicialmente, estruturas funcionarão das 14h à 0h, sob justificativa de que é o intervalo de maior incidência de crimes(foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press)
Base na Avenida Antônio Carlos: inicialmente, estruturas funcionarão das 14h à 0h, sob justificativa de que é o intervalo de maior incidência de crimes (foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press)
Com o desafio de aumentar a distribuição do policiamento pelas ruas de Belo Horizonte e, consequentemente, a sensação de segurança dos cidadãos, a Polícia Militar investe na distribuição de 86 bases comunitárias móveis pela cidade. As vans, que terão quatro policiais vinculados por veículo, dois deles fazendo o patrulhamento de moto no entorno da base (veja arte), funcionarão diariamente das 14h à 0h, intervalo que, segundo a PM, concentra a maior parte dos crimes em BH. Ficarão em pontos considerados concentradores da criminalidade, e também de grande circulação de pessoas. O formato é a maior aposta da PM para conquistar os moradores de BH, antes de anunciar uma decisão sobre 10 endereços físicos onde hoje funcionam companhias de polícia da capital. A corporação estuda mudanças nesses locais, que podem culminar no fechamento e remanejamento de PMs para a sede dos batalhões, na tentativa de racionalizar a administração. Essa decisão só será tomada a partir de dezembro, mas já desperta preocupação e protestos de setores da população.

Enquanto o futuro de 10 das 24 companhias de polícia ainda é estudado, a PM garante que a realidade de hoje na cidade é a presença de 110 pontos de atendimento ao cidadão, contando as 86 bases e as 24 companhias. Com as bases, a corporação sustenta que a população sempre vai encontrar um ponto de atendimento a no máximo quatro quilômetros de distância do outro, podendo aumentar o poder de atuação instantâneo em casos de registro de crime.

Em todos esses locais é possível registrar ocorrências e a aposta do comandante-geral da corporação, coronel Helbert Figueiró de Lourdes, é garantir presença mais ostensiva do policiamento nas ruas, demanda prioritária de quem circula pela cidade. “O atendimento é concentrado, primeiro, na disponibilidade para o cidadão ao ver a base para registrar sua ocorrência e, segundo, no patrulhamento preventivo. As bases têm acesso às câmeras do Olho Vivo da área onde estão presentes, e por esse monitoramento têm condições de solicitar que o militar em patrulhamento vá ao local e cheque alguma situação de suspeição, gerando um grande potencial preventivo”, diz o coronel.

Para viabilizar esse efetivo de 344 policiais, 206 militares que atuavam no setor administrativo já estão nas ruas, reforçando o setor operacional. Na Região Centro-Sul de BH, por exemplo, as bases estão em locais como a Praça Sete, o Mercado Central, a praça da rodoviária e a praça da Assembleia. Todas as regiões da cidade estão contempladas e foram investidos cerca de R$ 20 milhões no projeto de policiamento comunitário até agora. Durante a solenidade de lançamento do modelo, ontem, o governador Fernando Pimentel (PT) destacou em pronunciamento que, apesar da crise financeira que a administração enfrenta, o modelo será estendido para todo o estado.

Em BH, inicialmente, as bases móveis não ficarão 24 horas nos 86 pontos escolhidos. Elas vão funcionar das 14h à 0h, iniciando o recolhimento dos equipamentos para deslocamento de volta aos batalhões às 23h30. Segundo o coronel Helbert Figueiró, de dois em dois meses haverá uma avaliação para ajustes necessários e a expectativa da corporação é estender a operação também para o período da manhã.

(foto: Arte EM)
(foto: Arte EM)



Fechamento de unidades


Durante a entrevista para explicar a dinâmica do policiamento que atuará nas bases, o comandante também falou sobre estudos que a corporação está fazendo para desativar alguns endereços da PM em Belo Horizonte, como forma de otimizar os recursos. Segundo o coronel, atualmente, há 24 companhias de polícia na cidade e 10 delas podem ser deslocadas para a sede dos respectivos batalhões, mantendo o efetivo. Porém, essa decisão ainda está sendo estudada pela PM. De acordo com o coronel, nenhuma mudança no atual sistema será feita antes de dezembro.

A explicação da PM para justificar um possível recolhimento das 10 companhias para as sedes dos batalhões é a economia de recursos, com otimização dos setores administrativos dessas unidades. “A comunidade de Belo Horizonte pode ficar tranquila, que nenhuma ação da PM será feita em desfavor dela. Nada será decidido sobre recolhimento de companhias antes do mês de dezembro, antes de a gente testar essas bases, fazer um estudo do efeito e do impacto na criminalidade que elas vão oferecer para BH”, completa o militar.

Veja os endereços de todas as 86 bases móveis distribuídas pela capital
(foto: Polícia Militar/Divulgação)
(foto: Polícia Militar/Divulgação)

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