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Estado de Minas

Manifestantes ocupam Assembleia de Minas em protesto contra violência policial

Eles reivindicam que seja marcada uma reunião com o governador Fernando Pimentel e disseram que não sairão da ALMG enquanto isso não acontecer


postado em 23/08/2017 15:34 / atualizado em 23/08/2017 22:17

Moradores de ocupações reclamam de violência da PM(foto: Reprodução/Whatsapp)
Moradores de ocupações reclamam de violência da PM (foto: Reprodução/Whatsapp)


O auditório da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) foi ocupado, na manhã desta quarta-feira, por quase 200 representantes de diversos movimentos sociais, em protesto contra a violência policial. Eles reivindicam que seja marcada uma reunião com o governador Fernando Pimentel.

Os manifestantes reclamam da atuação da Polícia Militar, principalmente em relação às ocupações urbanas. Segundo eles, houve intolerância em várias ocupações, como Izidora e William Rosa. “A maioria das ocupações nunca recebeu nenhum representante do Estado além da Polícia Militar. Nenhum professor, nenhum assistente social, ninguém para acolher ou ajudar. O pobre é tratado como caso de polícia”, declarou Leonardo Péricles, representante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB).

De acordo com a Assembleia Legislativa, durante o ato vários moradores de ocupações relataram casos de violência e omissão do Estado, como a negativa do direito de escolas para as crianças e de serviços como coleta de lixo.

Além disso, a principal crítica foi o fato de que o governador nunca recebeu os representantes dos movimentos urbanos para uma reunião. Eles ressaltam que só irão embora quando a reunião for marcada.

Resposta

Em nota, a Polícia Militar declarou que os policiais são capacitados para atuar sem danos às pessoas.

Confira a nota completa: "A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) capacita o policial militar para atuar em ambientes operacionais de distúrbios e minimizá-los ao máximo, sem danos ao patrimônio e às pessoas. Os policiais também são treinados para conhecer os tipos de público envolvidos em movimentos de massa, e serem capazes de avaliar, rapidamente, o quadro do distúrbio para desencadear ações para respostas satisfatórias que envolvam conflitos sociais. Os militares participam de atividades teóricas e práticas com noções históricas de Operações de Choque, Técnica, Tática e Legislação Aplicadas às Operações de Controle de Distúrbios, Defesa Pessoal, Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo, Treinamento Físico de Choque e Policiamento de Eventos."


* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie 

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