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Estado de Minas

Copasa reduz captação do Rio das Velhas por causa do risco de restrição de uso

Mesmo com as medidas, ainda há o risco do curso d'água entrar em estado de restrição de uso, quando a vazão fica abaixo de 10,4 metros cúbicos por segundo (m3/s) por sete dias


postado em 09/08/2017 19:27 / atualizado em 09/08/2017 19:38

Em Honório Bicalho, na Grande BH, os problemas da seca já são visíveis(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press)
Em Honório Bicalho, na Grande BH, os problemas da seca já são visíveis (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press)

O risco do Rio das Velhas, que abastece cerca de 60% da população da Grande BH, entrar em situação de escassez de água, levou a Copasa a fazer manobras para evitar ainda mais a diminuição da vazão. A Companhia reduziu a produção de água no Sistema do manancial e aumentou a captação no Sistema Paraopeba. Os dois são interligados. A empresa ressaltou que a ação pode continuar até que se atinja níveis satisfatórios. Mesmo com as medidas, ainda há o risco do curso d’água entrar em estado de restrição de uso, quando a vazão fica abaixo de 10,4 metros cúbicos por segundo (m3/s) por sete dias, o que pode ser configurado amanhã.

Os dados divulgados pela Copasa sobre a vazão do Rio das Velhas ilustram a preocupação. Nos últimos seis dias a vazão está abaixo de 10 m3/s. Na última quinta-feira, foi registrado 9,3 m3/s. No dia seguinte, atingiu 8,9 m3/s, a menor marca do ano, segundo a Companhia. No sábado, subiu para 9,5 m3/s, se manteve em 9,1 m3/s, no domingo e voltou cair para 8,9 m3/s. Na terça-feira, subiu para 9,5 m3/s.

Por meio de nota, a Copasa informou que reduziu a captação de água no Sistema Rio das Velhas, “decorrência da redução da vazão observada no manancial”. “A medida não afetou o abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, pois foi aumentada a produção de água tratada no Sistema Paraopeba e, por meio de manobras operacionais, regiões originalmente atendidas pelo Sistema Rio das Velhas passaram a ser abastecidas pelo Sistema Paraopeba. Essas manobras operacionais de transferência de água ocorrem continuamente e poderão perdurar caso a vazão do Rio das Velhas não atinja níveis satisfatórios”, explicou.

Em sua edição da última sexta-feira, o Estado de Minas mostrou como a seca vem prejudicando o Rio das Velhas em cidades da Grande BH. A estiagem dos últimos anos ajudou a reduzir bastante o volume no leito. Em 2014, considerado o pior ano de escassez de água, o volume de chuva foi de 546 milímetros (mm). Em 2015, ficou em 798mm. Em 2016, 695mm. De janeiro até esta terça-feira, a quantidade de precipitação foi de apenas 529,5mm.

O presidente do comitê da bacia hidrográfica (CBH Velhas, Marcus Vinícius Polignano, diz que a situação é crítica e que medidas para enfrentar a situação devem ser divulgadas na próxima semana. Polignano explicou ainda que a Copasa retira em torno de 6,5 m3/s do Rio das Velhas para atender à Grande BH.

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