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Estado de Minas

Vazão do Rio das Velhas tem alta, mas segue em risco de entrar em estado de restrição de uso

A restrição acontece quando a vazão fica abaixo de 10,4 metros cúbicos por segundo (m3/s) por sete dias, o que pode ser configurado nesta quinta-feira


postado em 09/08/2017 17:11 / atualizado em 09/08/2017 17:24

Em Honório Bicalho, onde a Copasa faz a captação no Rio das Velhas, é possível ver a situação o nível baixo da água(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Em Honório Bicalho, onde a Copasa faz a captação no Rio das Velhas, é possível ver a situação o nível baixo da água (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

A vazão do Rio das Velhas, que abastece cerca de 60% da população da Grande BH, apresentou uma leve melhora, mas, mesmo assim, está prestes a entrar em situação de escassez de água. Isso acontece quando a vazão fica abaixo de 10,4 metros cúbicos por segundo (m3/s) por sete dias, o que pode ser configurado amanhã. Os números estão abaixo do valor desde a quinta-feira da última semana.

Os dados divulgados pela Copasa sobre a vazão do Rio das Velhas preocupam. Nos últimos seis dias a vazão está abaixo de 10 m3/s o que pode levar o curso d’água entrar em estado de restrição de uso. Na última quinta-feira, foi registrado 9,3 m3/s. No dia seguinte, atingiu 8,9 m3/s, a menor marca do ano, segundo a Companhia. No sábado, subiu para 9,5 m3/s, se manteve em 9,1 m3/s, no domingo e voltou cair para 8,9 m3/s. Na terça-feira, subiu para 9,5 m3/s.

Em sua edição da última sexta-feira, o Estado de Minas mostrou como a seca vem prejudicando o Rio das Velhas em cidades da Grande BH. A estiagem dos últimos anos ajudou a reduzir bastante o volume no leito. Em 2014, considerado o pior ano de escassez de água, o volume de chuva foi de 546 milímetros (mm). Em 2015, ficou em 798mm. Em 2016, 695mm. De janeiro até esta terça-feira, a quantidade de precipitação foi de apenas 529,5mm.

O presidente do comitê da bacia hidrográfica (CBH Velhas, Marcus Vinícius Polignano, diz que a situação é crítica e que medidas para enfrentar a situação devem ser divulgadas na próxima semana. Polignano explicou ainda que a Copasa retira em torno de 6,5 m3/s do Rio das Velhas para atender à Grande BH.

Nessa terça-feira, a Copasa informou, por meio de nota, que a vazão mínima do Rio das Velhas está sendo monitorada pelo grupo Convazão, que é coordenado pela companhia e composto por representantes da Cemig, Anglo Gold e comitê da bacia. “O sistema de abastecimento de água integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte abrange 21 dos 31 municípios atendidos pela Copasa na Grande BH e é constituído de dois grandes sistemas produtores: o Sistema da Bacia do Rio das Velhas e o Sistema da Bacia do Rio Paraopeba (captação do Rio Paraopeba e reservatórios Rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores)”, informou.

Ainda segundo a Companhia, o sistema integrado possibilita a transferência de água tratada entre os sistemas Rio das Velhas e Rio Paraopeba. “Portanto, em uma eventual necessidade de redução de produção de água tratada no Sistema Rio das Velhas, em função da redução da vazão, é possível aumentar a produção de água tratada do Sistema Rio Paraopeba e, por meio de manobras operacionais, abastecer regiões originalmente atendidas pelo Rio das Velhas”, completou.

O em.com.br pediu um novo posicionamento sobre a situação do Rio das Velhas nesta quarta-feira, e ainda aguarda retorno.

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