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Estado de Minas

PM acredita que assalto em hipermercado no Belvedere foi encomendado

Militar vê ação 'planejada' no assalto com ao menos cinco reféns à unidade do Extra no Bairro Belvedere. Imagens do circuito interno devem ajudar investigações


postado em 03/08/2017 06:00 / atualizado em 03/08/2017 07:51

Unidade do Extra no Bairro Belvedere: carga de celulares levada por bandidos pode valer até R$ 1 milhão(foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)
Unidade do Extra no Bairro Belvedere: carga de celulares levada por bandidos pode valer até R$ 1 milhão (foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)
Um crime com características de ter sido encomendado e com várias pistas para auxiliar na montagem do quebra-cabeça da investigação. Bandidos armados renderam na madrugada de ontem funcionários da unidade da rede de hipermercados Extra no Bairro Belvedere, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, e levaram vários aparelhos de celular que estavam no estoque da loja e seriam vendidos ao público. Imagens de câmeras de segurança flagraram vários momentos do crime e, por isso, estão sendo reunidas pelas polícias Civil e Militar para tentar desvendar o caso e prender os bandidos. Ninguém ficou ferido com a ação dos criminosos e até o fechamento desta edição ninguém havia sido preso.

Segundo o tenente-coronel Antônio Balsa Coelho Neto, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tudo leva a crer que os bandidos agiram com informações prévias. “São ações concatenadas que indicam alguma coisa planejada”, afirmou. Isso porque câmeras tanto do supermercado quanto do Olho Vivo da região levantaram vários indícios da ação criminosa. O primeiro deles é a entrada de um casal na loja ainda na noite de terça-feira antes das 23h, horário de fechamento do local. Na imagem, a mulher está com uma bolsa rosa e, momentos depois, ela é flagrada saindo sem o objeto. Já o homem também é flagrado pelo sistema de monitoramento com um objeto muito semelhante à bolsa, já no momento em que o hipermercado estava fechado.

Ele teria se escondido no local para cometer o roubo e, dentro do estabelecimento, facilitado a entrada de pelo menos mais um criminoso. As autoridades ainda não confirmaram o número exato de bandidos que agiram dentro do Extra, mas outras imagens mostram pelo menos dois. Armados, os dois renderam primeiro um fiscal de loja que tem várias atribuições dentro do supermercado, como verificar a temperatura do frigorífico e percorrer as gôndolas para conferir se está tudo certo. Dali em diante, eles renderam mais funcionários, entre cinco e oito, que foram amarrados e feitos reféns enquanto os bandidos acessavam um local de estocagem dos aparelhos celulares e outros equipamentos eletrônicos. Caixas foram abertas e deixadas no local, sendo que uma carga de celulares avaliada entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão foi levada.

Carro vermelho Do lado de fora do Extra, câmeras da PM do Olho Vivo flagraram a aproximação de um carro vermelho, que se aproxima da entrada do supermercado pela Rua Maria Luiza Santiago, ao lado do posto de gasolina. A qualidade das imagens não permitiu avaliar de imediato o modelo do veículo, mas os investigadores também se debruçaram sobre o vídeo para tentar identificar o carro, que pode ter dado cobertura. Inquérito para apurar foi aberto pelo Departamento de Operações Especiais (Deoesp) da Polícia Civil. A reportagem tentou conversar com duas das vítimas que foram amarradas pelos criminosos, mas elas não quiseram dar declarações.

Os dois bandidos armados que foram flagrados por câmeras de segurança aparecem em uma área da loja restrita a funcionários, cuja entrada é feita pelo estacionamento e também dá acesso à área onde ficam expostos os produtos. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Grupo Pão de Açúcar, responsável pelo Extra, afirmou que está colaborando com as apurações. (Colaborou João Henrique do Vale)

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