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Estado de Minas

Servidores municipais rejeitam reajuste salarial de 2,53% proposto pela PBH

O Sindibel, que representa 80% dos trabalhadores da administração municipal, afirma que o valor não recompõe as perdas dos anos anteriores


postado em 02/08/2017 16:14 / atualizado em 02/08/2017 16:23

Servidores municipais se reuniram na manhã desta quarta-feira na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte(foto: Sindibel / Divulgação)
Servidores municipais se reuniram na manhã desta quarta-feira na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte (foto: Sindibel / Divulgação)

O reajuste salarial de 2,53% proposto pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) foi rejeitado pelos servidores municipais em assembleia realizada nesta quarta-feira. A categoria se reuniu na Praça da Estação, no Centro da capital mineira, e decidiu não aceitar a proposta. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), que representa 80% dos trabalhadores da administração municipal, afirma que o valor não recompõe as perdas dos anos anteriores.

A proposta da PBH foi anunciada em 21 de julho. Segundo o secretário municipal de Planejamento Orçamento e Informação, André Abreu Reis, o aumento foi concedido com base na perspectiva de aumento da receita neste ano, que é de 6,47%. O reajuste, de acordo com Reis, é o dobro do índice da inflação (INPC) acumulada neste ano entre janeiro a junho, que é de 1,12%.

Durante a assembleia dos servidores ligados ao Sindibel na manhã desta quarta-feira, os trabalhadores não acataram a proposta. Segundo o sindicato, dados do Dieese mostram que as perdas dos servidores públicos municipais de Belo Horizonte acumuladas de novembro de 2014 a 1º de julho de 2017 representam 13,45% em 30 de junho de 2017. “Os números mostram que na receita corrente líquida, BH está arrecadando aproximadamente R$ 9 bilhões e gastando pouco mais de R$ 3 bilhões com os gastos na folha, o que representa cerca de 32%. Acontece que o parâmetro de negociação é pela lei de responsabilidade fiscal, que prevê que o município pode gastar na folha 51,3% do que arrecada”, comentou Israel Arimar, secretário-geral do sindicato.

Os servidores decidiram não cruzar os braços mesmo com a recusa da proposta. “Mas vamos cobrar do governo uma nova rodada de negociação para poder melhorar as propostas”, completou Israel. O sindicato deve se reunir com outras entidades que representam os funcionários públicos municipais para criarem ações coletivas de mobilizações.

Guardas Municipais

O impasse também vai seguir em relação aos guardas municipais. A categoria fez uma paralisação em 24 de julho contra a proposta da prefeitura. Uma nova proposta de 9,3%, mas que também não agradou. “A guarda rejeitou a proposta e, da mesma forma, encaminhou o posicionamento do governo. Estamos aguardando uma nova reunião para poder deliberar”, completou Israel.

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