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Estado de Minas

Quadrilha monitorava cidades para explodir caixas; quatro foram presos

Quarteto realizava levantamentos preliminares nos pequenos municípios para o planejamento dos ataques às bancos e postos dos Correios no Norte de Minas


postado em 02/08/2017 11:48 / atualizado em 02/08/2017 16:44

Quadrilha foi encontrada pela Polícia Militar (PM)(foto: Luiz Ribeiro/EM/DA Press)
Quadrilha foi encontrada pela Polícia Militar (PM) (foto: Luiz Ribeiro/EM/DA Press)
Foram presos pela Policia Militar no Norte de Minas quatro suspeitos de envolvimento nas explosões de caixas eletrônicos de agências bancárias na região. Eles foram apresentados à imprensa na manhã desta quarta-feira. De acordo com a  PM, um dos suspeitos - que é procedente de Uberlândia,  revelou que o quarteto realizava levantamentos preliminares nos pequenos municípios para o planejamento dos ataques às bancos e postos dos Correios.  Na casa dele, na cidade do Triângulo, foi feita a apreensão de armamento pesado e explosivos.
 
Os quatro indivíduos foram abordados durante a ação de rotina da Policia Militar no município de São João da Ponte, na tarde de terça-feira. Conforme o  tenente Frederico Lima Lessa, da 11ª Companhia de Policiamento Especializado (CPE) da PM de Montes Claros, os homens chegaram a serem liberados. Mas, um deles apresentou documento falso e, após cruzamento de dados, a Policia Militar descobriu que tratava-se de um conhecido nos meios policiais como "Cacá", de 30 anos, procedente de Uberlândia, onde tem mandado de prisão aberto por vários crimes, incluindo o envolvimento ataques a caixas eletrônicos.
 
A partir da descoberta, houve uma perseguição ao grupo, que tentou fugir em direção a Montes Claros e foi  preso no final da tarde de terça-feira no posto da PM na BR 135, em Mirabela, na mesma região. Ainda segundo a Policia Militar, com a prisão, "Cacá" confessou que o grupo estava na região, fazendo "sondagens" nos pequenos municípios para o planejamento dos ataques as instituições bancárias. Eles faziam levantamentos sobre a própria estrutura policial e a rotina dos moradores.
 
Segundo o tenente Lessa, ainda não foi verificado a ligação entre o bando e os diversos ataques a caixas eletrônicos ocorridos no Norte do estado ao longo deste ano, o que ainda será objeto de investigação. Mas, foi encontrada uma pista importante para a apuração: os quatro homens estavam em uma HB 20, o mesmo modelo de carro que foi usado durante ação de bandidos na explosão de uma agência bancária recentemente no município de Grão Mogol.

Material apreendido com os criminosos(foto: Polícia Militar (PM) / Divulgação)
Material apreendido com os criminosos (foto: Polícia Militar (PM) / Divulgação)

 
O militar informou que, a princípio, foram abordados em São João da Ponte tres homens. Mas no momento da prisão no posto da PM em Mirabela, foram abordados quatro suspeitos. O quarto integrante do grupo é  conhecido pelo apelido de "Nilsinho Paulista", de 37 anos, natural de Pirapora (Norte de Minas), apontado como o cabeça da quadrilha. "Nilsinho" é suspeito de ter participado de uma explosão de uma agência bancária em Ibiaí (distante 40 quilômetros de Pirapora), em 10 de julho passado.
 
Ainda conforme o tenente Lessa, os quatro presos faziam somente levantamentos para o planejamento das ações criminosas. Por isso, não foi apreendido nenhum armamento com eles. No entanto, imediatamente após a prisão deles no Norte de Minas, o serviço de inteligência da Policia Militar de Montes Claros entrou em contato com a corporação em Uberlândia, que foi até a casa do elemento "Cacá", naquela cidade, onde houve apreensão armamento e material usado nos ataque aos bancos, incluindo um fuzil de uso restrito das Forças Armadas, pistola 765, explosivos e outros artefatos, como "miguelitos" (usados para furar pneus de carros da policia).

Além de "Nilsinho Paulista" e "Cacá", os outros dois homens presos no Norte de Minas: Jackson Santos Pereira, de 24; e um outro identificado por "Eliésio", de 32 anos. Segundo a PM, todos eles tem passagens pela policia por envolvimento em diversos crimes.

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