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Estado de Minas

Escultura de Murilo Rubião é inaugurada nos jardins da Biblioteca Pública

Inaugurada ontem nos jardins da Biblioteca Pública, escultura do escritor Murilo Rubião é instalada perto das estátuas de Fernando Sabino, Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos


postado em 11/06/2017 06:00 / atualizado em 11/06/2017 07:45

O evento teve a presença do secretário de Estado de Cultura, Angelo Osvaldo, da sobrinha do escritor, Sílvia Rubião, Lucas Guimarães, da Biblioteca, do escultor Léo Santana, e dos curadores Marcone Drummond e Fabíola Moulin(foto: Jair Amaral/EM/DA Press)
O evento teve a presença do secretário de Estado de Cultura, Angelo Osvaldo, da sobrinha do escritor, Sílvia Rubião, Lucas Guimarães, da Biblioteca, do escultor Léo Santana, e dos curadores Marcone Drummond e Fabíola Moulin (foto: Jair Amaral/EM/DA Press)
Quatro já haviam comparecido àquele encontro marcado. Faltava um, o mais velho de todos, referência para os amigos e precursor do realismo fantástico em língua portuguesa. O escritor Murilo Rubião (1916-1991), um dos expoentes nacionais da literatura, foi imortalizado ontem, em Belo Horizonte. Inaugurada nos jardins da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, a estátua de bronze em tamanho natural encerrou as comemorações do centenário de nascimento desse homem das letras, que marcou história também como gestor público. Exposição aberta até o fim do mês que vem revelam parte dessa história e apresentam para as novas e antigas gerações feitos e a trajetória de Rubião.


A estátua, de autoria de Léo Santana, pesa 200 quilos e foi instalada próximo a outro trabalho do artista, a obra Encontro Marcado, que reúne as esculturas de Fernando Sabino (1923-2004), Hélio Pellegrino (1924-1988), Otto Lara Resende (1922-1988) e Paulo Mendes Campos (1922-1991), inaugurada em 2005 na entrada da biblioteca. Nessa nova obra, numa referência simbólica à convivência de Murilo com os chamados “Quatro Cavaleiros do Apocalipse”, Rubião “caminha” indo ao encontro dos outros escritores. Nas mãos, ele carrega um exemplar do Suplemento Literário de Minas Gerais – publicação criada por ele há mais de 50 anos. “Originalmente, ele ia ficar em outro lugar, sempre com a ideia de caminhar até os outros. Mas com a liberação do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) para instalar neste ponto ficou tudo perfeito”, comemora Léo Santana.

EXPOSIÇÃO Com curadoria de Fabíola Moulin e Marconi Drummond, fotos, ilustrações, contos publicados em livros, cartas, documentos, vídeos, animações e objetos que pertenceram ao escritor integram a exposição Absurdus: Murilo Rubião 100 anos, aberta até 31 de julho. A sobrinha do escritor, Sílvia Rubião, lembra que o tio sempre esteve presente em BH. “Ao contrário de amigos e contemporâneos que foram embora da capital, ele escolheu ficar aqui”, diz. Ela destaca ainda que o escritor trabalhou o absurdo de maneira singular, fazendo as pessoas encararem as obras naturalmente, sem sustos.

O secretário de Estado de Cultura, Angelo Osvaldo, lembrou que, por meio do Suplemento, ele revelava não apenas novos escritores, mas também artistas plásticos. “Murilo foi amigo de todos eles (os quatro cavaleiros), especialmente de Otto Lara Resende. As suas importantes realizações deixaram uma obra que é um marco em Minas Gerais, no Brasil e na América Latina de seu realismo fantástico”, ressaltou.


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