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Estado de Minas

Número de incêndios em lotes vagos sobe 40% em Minas Gerais

Segundo o Corpo de Bombeiros, as cidades que mais apresentaram queimadas foram Varginha, Divinópolis, Juiz de Fora e a Região Metropolitana de Belo Horizonte


postado em 19/05/2017 15:59 / atualizado em 19/05/2017 16:15

Brigadistas são treinados para combater incêndios no Parque da Serra da Canastra(foto: PNSC/ICMBio)
Brigadistas são treinados para combater incêndios no Parque da Serra da Canastra (foto: PNSC/ICMBio)
De acordo com dados do Corpo de Bombeiros, o número de ocorrências de incêndios em lotes vagos nos primeiros quatro meses de 2017 cresceu cerca de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. A corporação alerta que a tendência é que os númeos cresçam ainda mais com a chegada do tempo seco. 

Em 2016, no primeiro quadrimestre foram 1.172 casos de queimadas, contra 1.685 atendidas em 2017. Os municípios que mais apresentaram queimadas foram Varginha, no Sul de Minas, Divinópolis, na Região Oeste, e Juiz de Fora, na Zona da Mata, seguidas por cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

O major Anderson Passos, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros, atenta para os perigos dos incêndios em lotes vagos. "As queimadas podem atingir a rede elétrica, carros e casas, além de prejudicar, de modo geral, a comunidade e o meio ambiente". 

Além disso, o major ressalta que a grande maioria dos incêndios em vegetação são causados pela ação humana, pela falta de conhecimento e pela prática de hábitos desnecessários, como a queima do lixo para limpar a propriedade.  "Os cuidados para a diminuição desses incêndios passam pela conscientização da importância de manter os lotes limpos, de não jogar lixo nesses e, principalmente, bituca de cigarros, garrafas de vidros e lixo químico nos terrenos", reforça.

A prática de incêndio é crime de acordo com o artigo 250 do Código Penal, pena de reclusão, de três a seis anos, e multa. Ainda, se o incêndio for praticado em lavoura, pastagem, mata ou floresta há o aumento de um terço na pena. Ainda, se o incêndio for criminoso, a pena é de detenção, de seis meses a dois anos.

2017


Os dados apontam que 2017 apresenta crescimento nos casos de incêndio em lotes vagos também na comparação entre janeiro e abril: foram 185 ocorrências no primeiro mês do ano, contra 438 em abril, o que representa um aumento de 200% no número de ocorrências atendidas no Estado. Com a chegada do tempo seco, a tendência é que essa situação piore bastante. 

Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, já foram realizadas  quase 4 mil  vistorias em lotes vagos, com o objetivo de prevenir futuros incêndios. Durante as visitas, os moradores recebem orientação em relação à conservação dos lotes e o perigo do incêndio se alastrar para outras áreas.
 
*Sob supervisão da subeditora Ellen Cristie
 

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