(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Polícia investiga tortura de pacientes em clínica de reabilitação em Patos de Minas

Dois homens que trabalhavam na clínica foram presos por crime de tortura. Havia três internos no local e um dos sócios disse que instituição está encerrando atividades


postado em 04/04/2017 19:28 / atualizado em 04/04/2017 22:33

A Polícia Civil de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, a 400 quilômetros de Belo Horizonte, investiga as atividades da Clínica de Reabilitação Liberte-se, em que dois homens que trabalhavam no local foram presos em flagrante, acusados de torturar um paciente. No estabelecimento, que fica numa chácara na BR-365, na zona rural da cidade, estavam apenas três internos, dois irmãos com esquizofrenia e uma mulher cadeirante.

Aos policiais, os homens admitiram que um paciente foi agredido, pois estava muito agitado e se recusava a tomar a medicação. Eles também disseram que não são contratados para prestar o serviço, pois nem recebiam salários, e apenas estavam na clínica para ter onde morar.

A polícia foi alertada da situação no local por familiares dos internos. Um deles pediu ajuda a vizinhos do estabelecimento. Ele passou o número de telefone de seus parentes e relatou que na madrugada do domingo seu irmão havia sido espancado.

PMs constataram marcas da agressão no corpo do paciente, principalmente debaixo de um dos braços, devido a um tapa dado por um dos homens. Parentes dos internos disseram aos militares que pagavam mensalmente pela estadia deles e atendimento. O homem agredido foi levado para a Unidade de Pronto-Atendimento da cidade, já que é diabético e necessitava de cuidados médicos. A guarda dos três pacientes ficou sob responsabilidade de seus familiares.

Um dos responsáveis pela clínica prestou depoimento na delegacia. Ele afirmou que as famílias dos internos foram informadas de que o estabelecimento seria fechado e não tinha condições de mantê-los abrigados. Acabou liberado, mas os dois homens que trabalhavam para ele foram autuados em flagrante por crime de tortura e levados para a unidade prisional da cidade. A penas prevista para o crime é de 2 a 8 anos de prisão, sem direito a pagamento de fiança.

Desde setembro de 2013, a clínica funciona na cidade, tendo dois sócios como responsáveis. É registrada como Liberte-se - Comunidade Terapêutica, e tem como atividade assistência psicossocial e à saúde a portadores de distúrbios psíquicos, deficiência mental e dependência química.

Em anúncio, o estabelecimento diz que faz resgate de viciados em bebidas alcoólicas e drogas, em todo o país, com orientação familiar e prevenção. Os responsáveis pela clínica não foram localizados para falar sobre o caso.

RB


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)