
O fogo teve início por volta das 11h30. Moradores relatam que viram fumaça de cor laranja saindo da estação. Em seguida, a chama se iniciou em um aparelho que fica no meio da subestação, que atende a Região de Venda Nova e Pampulha, e foi se espalhando. “Eu estava descendo a rua quando ouvi a explosão. O fogo passou para outras torres. Depois, foram mais três ou quatro explosões”, contou Wilton Von Dollingem, de 56 anos, que mora na região. “Já ocorreram pequenos curtos-circuitos que deixaram algumas ruas no escuro, mas deste jeito é a primeira vez”, completou.
A entrada principal da subestação fica em um quarteirão da Avenida Doutor Cristiano Guimarães. Mas, os maiores danos foram sentidos na Rua Stella Navarro de Miranda. Com as seguidas explosões, fios energizados caíram na rua e provocaram pânico entre os moradores. “Todos saíram de dentro das casas e foram para a rua ver o que estava acontecendo. Os cabos estavam estourando como se fossem fogos de artifício”, disse o funcionário público Wescley de Oliveira, de 47.

Pouco tempo depois que os moradores saíram, a fumaça laranja tomou conta da rua. “Nessa hora, todos correram com medo. Em seguida, a PM passou e retirou as famílias que ainda estavam em casa, por precaução”, contou. Os moradores ficaram na rua até a situação ser controlada, o que não demorou 30 minutos.
O estudante José Pedro, de 19, que mora na esquina ao lado da subestação, dormia no momento do incêndio. “Estava deitado quando minha mãe começou a gritar. Fui para a janela e vi um monte de pessoas correndo desesperadas na rua e o pessoal da padaria fechando as portas com medo de algo queimar lá dentro. Desliguei a chave de força da minha casa e desci”, contou.
A falta de informação para o horário de retorno da energia preocupou comerciantes da região como a sócia da padaria que fica ao lado da subestação, Elizângela Henrique. “Se não voltar hoje, vamos ter que fechar as portas. Conseguimos segurar até a noite, mas tem muitos produtos que podem estragar. Já estamos com prejuízos, pois a massa (de pão) estava pronta e tivemos que jogar fora”, afirmou.
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%u2014 Stuart McIntyre (@Stu_escoces) February 1, 2017
Réveillon tá rolando ainda, geral sem luz
%u2014 #Paz (@MaarcinMariano) 1 de fevereiro de 2017
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ANÁLISE Uma fonte ouvida pelo Estado de Minas contou que o problema ocorreu logo depois de um transformador estourar em uma rua próxima. “O sistema de proteção não atuou. Por isso, a energia voltou e danificou alguns materiais”, contou. Foram estragados oito disjuntores e alguns barramentos. Outros equipamentos maiores passariam por testes, mas não tinham danos visíveis.
De acordo com a Cemig, uma subestação móvel foi enviada para restabelecer o fornecimento de energia para os clientes das regiões Pampulha e Venda Nova durante a tarde. Dos 90 mil clientes que ficaram sem energia elétrica, 36 mil tiveram o fornecimento normalizado no início da tarde. O religamento já alcançava 99% dos clientes por volta das 19h. A Cemig disse que está apurando as causas da falha e que contou com o Corpo de Bombeiros para controlar as chamas.
O secretário-geral do Sindieletro, Vicente Ferreira, disse que há risco de novos incêndios. “O sistema está totalmente sobrecarregado e precisa de investimentos. Essa situação pode ter contribuído para o incidente que aconteceu aqui hoje (ontem)”, afirmou.
