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Estado de Minas

Belo Horizonte cresce seis vezes menos do que a região metropolitana

Sem espaço, população da capital mineira tem expansão de 0,44%, enquanto aumento na Grande BH foi de 2,9%. Total de brasileiros chega a 206 milhões, estima o IBGE


postado em 31/08/2016 06:00 / atualizado em 31/08/2016 07:49

Com 653,8 mil habitantes, Contagem é a cidade mais populosa da Grande BH depois da capital mineira. Na foto, vista do Bairro Nova Contagem(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A PRESS - 08/01/2014)
Com 653,8 mil habitantes, Contagem é a cidade mais populosa da Grande BH depois da capital mineira. Na foto, vista do Bairro Nova Contagem (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A PRESS - 08/01/2014)
A Região Metropolitana de Belo Horizonte cresceu 2,9% entre 2015 e 2016, quase seis vezes mais em relação a BH, que está entre as capitais com crescimento mais lento no país, devido à falta de espaço para expansão e à necessidade de reduzir o número de pessoas morando na mesma casa.

Com índice de 0,44%, a capital mineira perde apenas para Teresina (PI), com 0,38%, Rio de Janeiro (RJ), com 0,34% e Porto Alegre (RS), com 0,28%, a menor expansão entre todas.

Sem área livre para se expandir, a capital mineira empurra novos domicílios para municípios da Grande BH, especialmente para aqueles que aparecem na lista dos 10 mais populosos, como Contagem (com 653,8 mil pessoas), Betim (422,3 mil) e Ribeirão das Neves (325,8 mil).

“BH perde moradores para o entorno. É o caso dos filhos que chegam à fase adulta e querem se casar ou mesmo morar sozinhos, mas não têm poder aquisitivo para manter o padrão de moradia.

Eles buscam regiões periféricas até construir o patrimônio”, compara o demógrafo Márcio Minamguchi, coordenador de população e indicadores sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com 12 milhões de habitantes, São Paulo continua líder no ranking de municípios mais populosos do país, seguido do Rio de Janeiro, com 6,9 milhões. Já Salvador (BA) perdeu o posto de terceira capital para Brasília, com 2,977 milhões de habitantes.

A capital baiana registra uma estimativa de 39 mil pessoas a menos, com 2,938 milhões, passando a ocupar o quarto lugar em 2016. BH permanece na sexta posição nacional, com 2,513 milhões.

A tendência, segundo o pesquisador do IBGE, é que cada vez mais brasileiros serão atraídos para viver nas chamadas metrópoles, com mais de 1 milhão de habitantes. Segundo a Pesquisa de Estimativa Populacional para 2016, divulgada ontem pelo IBGE, as regiões metropolitanas concentram 45,7% do total da população brasileira, ou 94,2 milhões de habitantes. No entanto, como as 26 capitais já estão inchadas, apresentam crescimento menor em relação às suas “grandes regiões”.

A população brasileira, por sua vez, continua crescendo. Calcula-se que o Brasil tenha 206,1 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento de 0,8% entre 2015 e 2016, um pouco menor do que a calculada entre 2014 e 2015 (0,83%).

“O crescimento populacional vem caindo no país, em ritmo constante. Apesar da queda na taxa de fecundidade, ainda nasce uma quantidade de crianças em função das mulheres em idade de reprodução que faz com que a população continue em alta”, compara o pesquisador.

São Paulo continua sendo o município mais populoso do país, com 12 milhões de habitantes, em contraposição a Serra da Saudade, em Minas, que registra a menor população, com 815 habitantes. Exatos 24,8% das cidades tiveram redução de população entre 2015 e 2016.

As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos. A divulgação anual obedece ao artigo 102 da Lei 8.443/1992 e à Lei complementar 143/2013.

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