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Estado de Minas

Povos indígenas de Minas serão premiados com R$ 195 mil por preservar tradições

Edital de Premiação das Festas Tradicionais das Comunidades Indígenas foi lançado nesta terça-feira pela Secretaria de Estado da Cultura. Serão distribuídos 13 prêmios no valor de R$ 15 mil. Inscrições vão até 8 de agosto


postado em 28/06/2016 18:02 / atualizado em 28/06/2016 21:45

Mulheres da aldeia Maxakali, em Bertópolis, preparam almoço para a festa do Dia do Índio(foto: Pedro Ferreira)
Mulheres da aldeia Maxakali, em Bertópolis, preparam almoço para a festa do Dia do Índio (foto: Pedro Ferreira)
Para tentar preservar as tradições, rituais e sabedoria dos povos indígenas de Minas, a Secretaria de Estado da Cultura lançou nesta terça-feira edital de Premiação das Festas Tradicionais das Comunidades Indígenas ou Grupos Tribais. Serão distribuídos 13 prêmios no valor de R$ 15 mil, totalizando R$ 195 mil. As inscrições podem ser feitas até 8 de agosto de 2016.

“É um edital que tem o objetivo de fazer com que a identidade indígena prevaleça. Com esses recursos, a comunidade consegue promover suas festas, suas comemorações sagradas, seguir todo um ritual de cultura que caracteriza cada um desses grupos aldeados”, disse o secretário de Cultura, Angelo Oswaldo.

Segundo Oswaldo, no ano passado os recursos para esse edital foram de emendas parlamentares. “Em 2016, conseguimos os valores do próprio orçamento da Secretaria de Estado de Cultura, porque reconhecemos que essa é uma política pública que tem que ser praticada em Minas. A cultura genuína dos nossos povos originários tem que ser mantida para que esse patrimônio maravilhoso continue em nossa raiz”, completa o secretário.

No sábado, às 14h, a Secretaria de Cultura promove uma capacitação para o edital na Aldeia Verde, da comunidade Maxacali, grupo que foi premiado no edital do ano passado. A comunidade fica no município de Ladainha, no Vale do Mucuri, onde acontecem no mesmo dia os Jogos dos Povos Indígenas de Minas Gerais.

Em Minas, são oito comunidades indígenas: Xacriabá, em São João das Missões, Norte de Minas; Pataxó, distribuídos em Carmésia, Guanhães e Açucena, no Vale do Aço, e em Itapecerica, no Centro-Oeste do estado.

Os Maxakali vivem no Vale do Mucuri, nos municípios de Bertópolis, Ladainha, Teófilo Otoni e Santa Helena de Minas, com população de 1,7 mil pessoas. O território tradicional deles está confinado numa área de 5.293 hectares, totalmente devastada. O povo Maxakali, símbolo de resistência, é o que mais sofre com o empobrecimento compulsório. Para os Maxakali, de cultura seminômade, a perda da sua base de sustentação e de suas terras é o fator principal do seu empobrecimento, constituindo hoje o maior problema para sua sobrevivência física e cultural.

O povo Krenak tem uma trajetória histórica de andanças entre os estados de Minas e Espírito Santo, perseguidos pelos colonizadores, mas sempre habitando a margem esquerda do Rio Doce.
Os Kaxixó vivem no Vale do Rio Pará, Centro-Oeste de Minas. Há 20 anos, eles lutam pelo reconhecimento de suas terras tradicionais.

O povo Pankararú é composto por um grupo familiar que foi retirado de seu território tradicional pela Funai para dar lugar a uma hidrelétrica. Minas ainda tem as tribos Xucuru- Kariri, em Caldas, Sul de Minas; e Mukurim, nos municípios de Itambacuri e Campanário, região do antigo aldeamento missionário dos Capuchinhos.

RB


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