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Estado de Minas

Tragédia de Mariana contribuiu para destruição da mata atlântica

De acordo com relatório da Fundação Mata Atlântica, rompimento da barragem da Samarco desmatou 169 hectares de vegetação na Região Central do estado. Minas é o campeão de destruiu desse tipo de bioma no país


postado em 25/05/2016 08:57 / atualizado em 25/05/2016 09:19

Levantamento mostra que em Minas a principal causa da perda de florestas é a atividade de mineração(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press )
Levantamento mostra que em Minas a principal causa da perda de florestas é a atividade de mineração (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press )
 O rompimento da Barragem de Fundão, da Mineradora Samarco, que matou 19 pessoas e causou a maior tragédia ambiental da história do país, em novembro do ano passado, em Mariana, Região Central de Minas, também contribuiu para colocar o estado como o maior destruidor da mata atlântica do país. É o que aponta o monitoramento feito pela Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgado nesta quarta-feira, Dia Nacional da Mata Atlântica.

Segundo o estudo, o desmatamento avança em Minas e já foram destruídos 7.702 hectares de vegetação no estado, entre 2014 e 2015, o que corresponde 37% a mais do que o período anterior (2013/2014). O levantamento mostra ainda que em Minas a principal causa da perda de florestas é a atividade de mineração. Somente em Mariana, foi registrado um desmatamento de 258 hectares, sendo que 65% deles, ou seja, 169 hectares, decorrentes do rompimento da barragem.

Há três semanas, a Fundação SOS Mata Atlântica entregou relatórios de desmatamento em Mariana e da
qualidade da água do Rio Doce ao ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, durante visita dele à região. Mapas compilados em parceria com o Inpe mostraram o impacto do maior desastre ambiental já ocorrido na mata atlântica.

No país, o estudo aponta uma área de desmatamento de 18.433 hectares, ou seja, 184 quilômetros quadrados, em áreas remanescentes da mata atlântica no período 2014/2015, um aumento de apenas 1% em relação ao período anterior (2013/2014), que registrou 18.267 hectares. Mas, em Minas, que há dois anos registrava queda nos níveis de desmatamento, voltou a liderar a destruição. O estado perdeu nesse período 7.702 hectares de área verde, o que corresponde a 37% de área desmatada no país.

A Bahia fica em segundo lugar em desmatamento, com 3.997 hectares desmatados, 14% a menos do que o período anterior. Já o Piauí, campeão de desmatamento entre 2013 e 2014, ocupa agora o terceiro lugar, após reduzir o desmatamento em 48%, caindo de 5.626 hectares para 2.926 hectares.

A exemplo dos últimos anos, Minas Gerais, Bahia e Piauí se destacam no ranking por conta do desmatamento
identificado nos limites do cerrado. Em Minas, as maiores áreas desse desmatamento são Curral de Dentro (492 hectares) e Jequitinhonha (370 hectares), Águas Vermelhas (338 hectares), Ponto dos Volantes (208 hectares) e Pedra Azul (73 hectares).


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