
O advogado Audrey Silveira, de 42 anos, já adotou a Praça Leonardo Gutierrez como extensão da sua casa. Quando não está lá para passear com o cachorro, vai para se divertir com a mulher, a economista Cristiane Silveira, de 38, e o filho Guido, de 10. Quando faz muito calor, a praça fica ainda mais agradável, segundo o advogado. “Melhor do que ficar preso dentro de casa”, disse ele, que também frequenta a praça domingo à noite, depois da missa. O local é seguro, segundo ele, que diz nunca ter presenciado furto ou roubo.
A enfermeira Cibelle Martinez Carneiro, de 34, adotou a mesma praça como ponto de encontro com o namorado, o economista Rodrigo Miranda, de 38. “Venho sempre fazer um lanche”, comentou ela. O espaço público sempre fica lotado por volta das 18h, quando muitos alunos saem da escola, mas Rodrigo conta que prefere chegar mais tarde, depois de uma corrida com a namorada ou quando saem do trabalho. “Com este calor, a praça é bem mais agradável à noite. Tem horário para os todos os gostos”, brincou o economista. Para Cibelle, a praça já era gostosa antes e ficou ainda melhor depois da onda dos food-truck.
A Praça Floriano Peixoto foi escolhida na noite de quarta-feira da semana passada pelo grupo musical Bruta Flor, que foi para o local ensaiar um espetáculo em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. Elas tocaram agbê, surdo, caixa, caxixi e alfaia e viraram atração. “Escolhemos a praça porque é um espaço público e que deve ser ocupado e acessível a todo mundo”, disse a enfermeira Carola Cruz, de 25. “Com este calor, a praça é um refresco. É lugar para a gente conviver com os amigos”, completou a estudante Raíssa Nogueira, de 27, que faz parte do mesmo grupo.

Para Gildázio, a Praça Floriano Peixoto é segura, mesmo porque o 1º Batalhão da Polícia Militar fica em frente e, segundo ele, toda hora passa um policial. Ele se sente seguro, inclusive, para usar seu smartfone sem risco de ser roubado.

O calor também é motivo para a professora Taciana Nogueira, de 32, levar a filha Alice, de 1 ano e 8 meses, para a praça toda noite. Quarta-feira, elas ainda permaneciam no lugar, às 21h. “A praça é mais fresca nesse horário. Não está muito cheia, mas ainda tem movimento. Dá para relaxar e conseguir ir para casa dormir depois”, disse. A filha, segundo ela, já entende quando é chamada para passear na praça e fica feliz.
Ponto de encontro e de prática de esportes
A Praça Carlos Chagas é ponto de encontro das amigas Larissa Nunes, arquiteta e urbanista de 29 anos, e a médica Ana Lúcia Freitas, de 29, médica. “Somos amigas e a gente sempre sai de bobeira e acaba vindo para cá, principalmente depois da reforma. Gostei muito da praça. Uma das coisas que acho mais legal é que tem vários públicos. É importante para a interação das pessoas. Outro dia, por exemplo, eu vim com o meu cachorro e conversei com donos de outros cães. Fiz amizade com uma criança. Meu noivo também frequenta a praça à noite. A gente até empresta skate e patins para as pessoas”, conta Larissa.

A Praça JK, no Bairro Mangabeiras, é local de encontro de quatro amigos todas as noites. A empresária Germana Magna de Oliveira Brito, de 36, e seu irmão Gabriel Dangelo, vendedor, de 23 anos, saem do Bairro Sion, também na Centro-Sul, para praticar esportes com a estudante Sarah Figueiredo, de 24, e a irmã dela, Marina Figueiredo, de 21, que moram no Barroca, na Região Oeste. Eles sempre chegam entre as 20h e as 21h e ficam até por volta das 22h30. Preferem ir depois das 20h porque, antes, a praça é lotada, segundo eles, com pessoas correndo, passeando com cães e grupos de academia fazendo treinamento funcional. “Quanto mais tarde, mais a praça fica fresquinha. Aqui é muito seguro. Há sempre uma turma jogando bola até mais tarde”, conta Germana. À noite, eles conseguem até apreciar o barulho dos grilos.
