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Estado de Minas

Moradores contam os encantos de Belo Horizonte

Para muitos moradores, o contraste entre características de metrópole e de lugar pacato é um dos encantos de BH. "A gente pode ver o tempo passar", diz o gerente de Projetos Paulo Vinhal


postado em 08/12/2015 06:00 / atualizado em 08/12/2015 07:36

Os namorados Lorena e Pablo não abrem mão de programas simples como tomar sorvete na Savassi (foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A.Press)
Os namorados Lorena e Pablo não abrem mão de programas simples como tomar sorvete na Savassi (foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A.Press)

Belo Horizonte encanta por suas muitas facetas. Quem vive, passa pela cidade ou se arrisca em versos para descrevê-la destaca como a metrópole BH ainda pode surpreender por traços de uma vida pacata. Nos versos do Poema para Belo Horizonte, o poeta Wagner Merinje sintetiza: “Entre indas e vindas/te tornastes esbelta e elegante/ inconstante e desvairada/ conservadora e tímida/burguesa e desprendida.” Na semana em que a capital mineira completará 118 anos, o Estado de Minas conversou com moradores da cidade e ouviu de muitos deles que um dos encantos da cidade é justamente manter locais em que é possível sair à tarde para namorar e tomar sorvete, como fizeram a advogada Lorena Maciel, de 28 anos, e o funcionário público Pablo Henrique Mesquita, de 32; ou simplesmente encontrar na praça a amiga de juventude, caso da professora Mírian Paiva Borges, de 65.

Lorena e Pablo namoram há seis anos e ainda mantém hábitos de casal no início do namoro: vão para a praça tomar sorvete, enquanto trocam confidências. “Gosto muito de Belo Horizonte. Meus amigos e minha família estão aqui”, diz Lorena. Aos domingos ela gosta de correr na orla da Lagoa da Pampulha. A paixão do namorado é o Estádio Independência, onde ele costuma ir para assistir aos jogos do Clube Atlético Mineiro. Pablo também gosta da cidade – apenas lamenta que não haja mais linhas do metrô. Como ele mora no Barreiro e ela no bairro Cidade Nova, um transporte público mais amplo facilitaria os encontros. “Vou de carro, mas se tivesse uma linha de metrô, seria muito melhor.”

A Savassi é o lugar preferido da professora Mírian e foi o escolhido para ela reencontrar a amiga Maria Elisa depois de duas décadas sem se encontrar. “Trabalhamos juntas, durante um período, mas depois perdemos o contato”, disse. Mírian nasceu em Ibiá, mas veio para BH em 1979. “Quando cheguei era difícil achar programas culturais. Mas agora está cada vez melhor”, diz em referência às atrações culturais. Moradora do bairro Sagrada Família, na Região Leste, ela gosta de ir até a Praça da Savassi para espairecer. “É um lugar muito bonito e tranquilo”, diz.

Os primos Gabriel e Marcel no Mercado Central: eles reverenciam lado boêmio da cidade (foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A.Press)
Os primos Gabriel e Marcel no Mercado Central: eles reverenciam lado boêmio da cidade (foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A.Press)


Diversidade Na segunda que antecedeu o feriado do dia da padroeira Nossa Senhora da Boa Viagem, comemorado hoje, muitas pessoas também aproveitaram a tarde para passear no Mercado Central. “Como disse Ronaldo Fraga, Belo Horizonte é uma cidade onde a gente pode parar e ver o tempo passar”, afirmou o gerente de projetos Paulo Vinhal, de 50 anos. Na tarde de ontem, ela gastou o tempo pelos corredores do Mercado Central. “Gosto da diversidade. Aqui é um espaço de compra e de lazer”, afirmou. Ela fez a visita mensal ao local à procura de alimentos frescos e saudáveis.

Adepto de uma vida mais saudável, outro ponto na cidade escolhido por Paulo é a Serra do Curral, por suas trilhas e a vista ímpar da capital. “Morei em vários lugares do Brasil por causa do trabalho, mas sempre algo me chama para BH.” Paulo morou em Linhares, Vitória, ambas no Espírito Santo, e São Paulo capital. Por sua vez, o funcionário público Gabriel Xavier, de 24 anos, destaca o lado boêmio da capital. “Quem quiser ir em bar por 24 horas ao dia vai encontrar. Você sai de um e cai no outro. Todos muito bons”, disse. O jovem gosta dos bares de Lourdes, na Região Centro-sul, adora encontrar os amigos para bater papo e tomar cerveja.

Caminhar pelos corredores do mercado é uma atividade especial para a psicóloga Ana Paula Orsini, de 40. Ela frequenta o espaço desde a infância, quando tinha idade menor do que a filha Carolina, de 5, com quem esteve no local na tarde de ontem. Ao passar em frente a uma loja, sentiu o cheiro do café torrado que a remete aos momentos com o pai, Rui Orsini, que morreu há três meses. “Ele gostava de comprar café torrado”, lembrou. Ontem, ela e a filha escolhiam ingredientes para uma salada que fará no jantar para acompanhar um peixe. “Adoro cozinhar e venho aqui para encontrar ingredientes frescos. Sempre que posso venho passear aqui.” Uma das coisas que ela mais gosta na capital mineira é o fato de ainda manter um ar de cidade pequeno, onde você pode encontrar as pessoas para poder conversar.


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