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Estado de Minas

'Marcha das Vadias" pede legalização do aborto em ato em BH

A violência contra as mulheres também estava entre as causas do grupo que percorreu as ruas do Centro da capital


postado em 20/06/2015 19:45 / atualizado em 20/06/2015 20:13

Antes de sair em desfile pelas ruas, as participantes se concentraram na Praça da Liberdade (foto: Reprodução/Comunidade Marcha das Vadias Belo Horizonte )
Antes de sair em desfile pelas ruas, as participantes se concentraram na Praça da Liberdade (foto: Reprodução/Comunidade Marcha das Vadias Belo Horizonte )

Mais de uma centena de pessoas participaram neste sábado, em Belo Horizonte, da Marcha das Vadias, evento que surgiu no Canadá, em 2011, com a proposta de dar voz a uma minoria em diferentes temas polêmicos. Nesse ano, a Marcha pede a legalização do aborto. Em BH, o grupo se concentrou na Praça da Liberdade e percorreu vias do Centro e finalizou a marcha na Guaicurus, rua-símbolo da zona boêmia.

Esta foi a quinta edição do ato em Belo Horizonte. Na capital, as organizadoras do movimento se apoiam na pluralidade do perfil de mulheres participantes. “A Marcha das Vadias de Belo Horizonte (MdV-BH) ergueu-se a partir das contribuições da diversidade de mulheres que foram participando, e das aproximações e colaborações com diversos coletivos de mulheres; mulheres lésbicas, negras, heterossexuais, brancas, bi, trans, cis, prostitutas, mulheres do centro, da periferia, com visões e posições convergentes e divergente”, afirma parte do texto de convocação para o ato de hoje.

Segundo as organizadoras, a marcha também pretende chamar a atenção para os casos de violência contra as mulheres. “Marchamos porque foram registrados 554 casos de estupro em Minas Gerais somente no ano de 2011 e nos quatro primeiros meses de 2012 , conforme os últimos dados organizados. Em Belo Horizonte foram registrados 1964 casos de violência sexual entre os anos de 2008 e 2011. Além dos casos não notificados”. Os dados são da CPMI - Violência contra a Mulher, realizada em 2012.

Dentre os pontos defendidos, estão o reconhecimento da mulher como protagonista e responsável por escolhas envolvendo seu corpo. “Marchamos para que uma questão complexa, que afeta a vida de milhares de mulheres, não seja tratada como polêmica ou disputa, como se estivéssemos falando de times de futebol. Marchamos por respeito a vida de todas as mulheres!”, afirma o manifesto publicado nas redes sociais.

Durante o percurso, além do som do batuque, tiveram performances e cartazes com frases de apoio à causa. Ainda nesta noite está programada uma festa na Ruia Guaicurus, ponto final do desfile.

 O ato, que começou na Praça da Liberdade, finalizou na Rua Guaicurus, na Zona Boêmia da capital (foto: Tulio Santos/EM/D.A Press)
O ato, que começou na Praça da Liberdade, finalizou na Rua Guaicurus, na Zona Boêmia da capital (foto: Tulio Santos/EM/D.A Press)


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