Publicidade

Estado de Minas

BH investiga suposto caso de febre chikungunya na cidade

A paciente passou por exames, que foram encaminhados para a Funed. A infecção por outras doenças, como a dengue, não é descartada


postado em 12/10/2014 19:06 / atualizado em 12/10/2014 20:01

Assim como na dengue, o mosquito Aedes aegypti é o transmissor da doença
Assim como na dengue, o mosquito Aedes aegypti é o transmissor da doença
A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte apura a possibilidade de uma moradora da região Leste da cidade ter sido infectada pelo vírus causador da febre chikungunya. De acordo com nota divulgada neste domingo, os exames feitos pela secretaria são para identificar várias doenças com sintomas similares, inclusive o da dengue, que se assemelha bastante à doença do surto que atingiu a América Central este ano. Se confirmado, esse será o primeiro caso da doença na cidade.

Como o quadro clínico de infectados pela febre se assemelham ao de outras doenças, a paciente foi orientada pelos profissionais da saúde do município sobre várias hipóteses de diagnósticos. Uma coleta de sangue foi feita na última quinta-feira e encaminhada à Fundação Ezequiel Dias (Funed) para análise. No entanto, ainda não há previsão de entrega do resultado.

Possibilidade de epidemia
Em setembro, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, admitiu a possibilidade de uma epidemia de chikungunya no Brasil. No dia 25, a pasta confirmou 16 situações em que a doença foi transmitida internamente no país e não apenas por viajantes, como vinha acontecendo. A América Central apresenta um surto com mais de 61 mil casos confirmados, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), de dezembro de 2013 a maio de 2014.

“É possível (falar em epidemia), mas a gente ainda não consegue ter a dimensão do número de casos, nem a velocidade de propagação da doença”, afirmou Chioro, à época. “Quando não há registro de casos e aparece alguns, você caracteriza como epidemia, no primeiro momento”, enfatizou. Desde 2010, quando o Brasil registrou três casos importados da doença, o Ministério da Saúde passou a acompanhar e monitorar a situação do vírus.

Entenda a chikungunya
A doença é transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito da dengue, e os sintomas são semelhantes, apesar de ser menos letal. A doença provoca dores fortes nas articulações, além de febre, mal-estar e dor de cabeça. Os sintomas podem se prolongar por semanas. O combate à doença é feito da mesma forma que o combate à dengue: controlando a proliferação dos mosquitos.

Assim como a dengue, o vírus não possui vacina. O tratamento da chikungunya consiste no alívio dos sintomas, que costumam durar de três a 10 dias.

Sintomas
» Febre abrupta
» Dor de cabeça
» Manchas avermelhadas no corpo
» Dor intensa nas articulações, principalmente, nas menores, com as das mãos e dos pés

Origem
No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das fortes dores articulares.

Subtipos
Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, a chikungunya só tem um. Ao ser infectada e se recuperar, a pessoa se torna imune. O fato de alguém já ter sido infectado com algum dos subtipos da dengue não o torna mais ou menos vulnerável à chikungunya.

Letalidade
A febre chikungunya é menos mortal que a dengue. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), complicações mais sérias são raras. O risco é maior para idosos que já tenham outros problemas de saúde

Transmissão
O vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. A infecção segue os mesmos padrões sazonais da dengue. Épocas de calor e chuva são mais propícias a proliferação dos insetos.

(Com informações do Correio Braziliense)

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade