
Os agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal, que estão em greve, fazem operação padrão na tarde desta quarta-feira no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande BH. Nas ações, os policiais fazem uma fiscalização minuciosa em bagagens de voos internacionais e domésticos. Por causa disso, algumas viagens podem atrasar até uma hora e meia, segundo o presidente do Sindicato dos Policias Federais em Minas Gerais (Sindpef), Renato Deslandes.
Nesta manhã, policiais especializados em narcotráfico seguiram até o terminal com cães farejadores e fizeram um pente fino no local. “Mais cedo fizemos no embarque doméstico e agora a tarde vamos fazer nos voos internacionais. As ações começaram em um voo para Portugal marcado para as 15h. Os voos podem atrasar cerca de uma hora e meia”, explica Renato Deslandes.
Além da ação nos aeroportos, a greve prejudica o andamento de inquéritos policiais, inspeções em agência bancárias e empresas de segurança, entre outros serviços, como a emissão de passaportes. “Nós agravamos um pouco a operação padrão nos passaportes. Apenas nos casos de urgência que estão sendo feitos. Pedimos que a população remarque a emissão do documento”, diz o presidente da (Sindpef).
As manifestações da PF deve continuar pelo menos até sexta-feira, quando a categoria vai realizar uma assembleia para definir os rumos do movimento. Na quinta-feira, os policiais vão se reunir na sede da corporação no Bairro Gutierrez, Região Oeste da capital, às 13h. Eles vão fazer uma procissão até a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) onde irão fazer o enterro simbólico da segurança brasileira e da Polícia Federal. Até carros funerários serão usados no protesto.
Os profissionais reivindicam ajuste salarial. Segundo o Sindpef, atualmente os agentes, escrivães e papiloscopistas recebem salário inicial de R$ 7,2 mil, piso para quem possui apenas o Ensino Médio. Eles querem a equiparação salarial para os policias que possuem o terceiro grau completo, que é de R$ 12 mil.
