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Estado de Minas

Museu da Força Expedicionária Brasileira é reinaugurado em BH

Com exposição sobre a participação dos pracinhas na Segunda Guerra Mundial, o museu passa a constar do roteiro cultural da cidade


postado em 12/12/2011 08:07 / atualizado em 12/12/2011 12:14

(foto: Lucas Souto/Divulgacao)
(foto: Lucas Souto/Divulgacao)
 

Cantando o Hino Nacional brasileiro, amparado pelo neto, o senhor Jorge Lourenço de Freitas, já com seus 90 anos, se emocionou nesse domingo. Jorge, veterano da Segunda Guerra Mundial, foi um dos participantes da reinauguração do Museu da Força Expedicionária Brasileira (FEB), localizado na Avenida Francisco Sales, no Bairro Floresta. O espaço ficou fechado para reforma da infraestrutura durante quatro meses. O acervo de equipamentos e objetos, usados durante a guerra, ganhou novas acomodações para melhorar a sua exposição e o circuito de visitação foi remodelado. Agora, o museu será incluído no roteiro cultural da Prefeitura de Belo Horizonte.

A cerimônia contou com a participação do prefeito Marcio Lacerda, que enfatizou a importância do respeito ao passado para a construção de uma identidade nacional. “O país que não conhece sua história está condenado a cometer muitos erros”, ressaltou Lacerda. Ele também revelou que os professores da capital mineira estão em um processo de capacitação para aprimoramento do ensino cultural aos estudantes. “O museu tem um papel importante nesse processo de formação de crianças e adolescentes”, explicou o prefeito.

Marcos Renault, vice-presidente da Associação dos Veteranos da FEB, disse esperar por mais visitantes no museu em 2012. No próximo ano, a associação pretende ainda inaugurar dois monumentos em frente ao espaço cultural: uma estátua de um pracinha e um canhão.

A banda de música da 4ª Região Militar deu o tom da homenagem aos ex-combatentes presentes que a plenos pulmões cantavam cada verso das marchas. O pracinha Jorge Freitas era, sem dúvida, um dos mais emocionados. Quando ele tinha “20 e poucos anos”, como ele mesmo conta, partiu para a guerra na Itália. Ficou um ano fora e esteve, inclusive, na batalha de Monte Castelo, travada já ao fim da luta armada. Pai de 12 filhos e com muitos netos, o veterano faz questão de repassar a experiência vivida. Tanto que, por cinco anos, ele trabalhou no museu como uma espécie de monitor. “Eu estava ligado em todos os assuntos. Não faltava dia nenhum”, orgulha-se Freitas. A reforma do museu foi aprovada por ele.

Visitantes Quem ainda não conhecia o espaço cultural viu na reinauguração uma oportunidade de uma programação cultural em família. O metroviário Edilson Romer de Faria levou a esposa Maria das Graças Pereira e o filho Cauã, de 8 anos, para um passeio pela história no museu da FEB. “Apesar de não termos relação direta com o Exército, tenho um amigo que teve um avô que foi para a guerra e nos interessamos pelo assunto”, esclareceu Edilson. Maria das Graças, por sua vez, revelou que Cauã é uma criança apaixonada por jogos de ação, daí o seu fascínio por armas.

A médica-veterinária Lívia Noronha Turinho estreou como visitante no museu e gostou do que viu: “É importante expor e valorizar essa parte da história, porque muita gente não a conhece”, disse. Lívia conta que o que mais lhe chamou a atenção no acervo do local foram os panfletos dos alemães que usavam da ironia para persuadir as pessoas, além das granadas e dos morteiros. O evento contou ainda com uma exposição de veículos militares que atraiu a atenção de curiosos que passavam pelo local.

Serviço

Museu da FEB
Avenida Francisco Sales, 199,
Floresta, Belo Horizonte.
Horário de visitação, com entrada franca, de segunda a sexta, das 13h30 às 17h.
Informações: (31) 3224-9891
http://migre.me/76z8Q

Saiba mais

Os combatentes

A Segunda Guerra Mundial começou em 1939 e terminou em 1945. Em 1944, Getúlio Vargas autorizou que tropas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) fossem enviadas à Itália para integrar as forças aliadas contra o nazi-fascismo. Os soldados veteranos participaram de importantes batalhas, como a tomada de Monte Castelo, reduto defendido pelos inimigos. Os pracinhas eram soldados que estavam na linha de frente dos confrontos.

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