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Estado de Minas

Mais um integrante da Galoucura se entrega no Fórum Lafayette

Cláudio Henrique Souza Araújo, o Macalé, se apresentou em companhia de seu advogado


11/10/2011 15:06 - atualizado 11/10/2011 15:38

Ele deve ser levado para o Ceresp São Cristóvão
Ele deve ser levado para o Ceresp São Cristóvão (foto: Marcos Vieira/EM/D.A.Press)
Mais um integrante da Galoucura acusado de envolvimento na morte do cruzeirense Otávio Fernandes, de 19 anos, numa briga na Savassi, se entregou na tarde desta terça-feira, no Fórum Lafayette. Cláudio Henrique Souza Araújo, o Macalé, chegou no local por volta das 12h em companhia de seu advogado.

Outros acusados, o presidente Roberto Augusto Pereira, o Bocão, o vice-presidente, Willian Tomaz Palumbo, o Ferrugem, além do diretor Marcos Vinícius Oliveira de Melo, o Vinicin, e João Paulo Celestino de Souza, conhecido como Grilo, já haviam se entregado na última semana e já se encontram no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) São Cristóvão.

De acordo com advogado Dino Miraglia, os outros torcedores ainda não se entregaram, pois não foram encontrados por ele. “Os outros ainda não apareceram. Fica muito difícil para qualquer advogado, defender uma pessoa que não está presente na audiência, pois tudo que foi falado acaba virando a verdade. Essa é minha preocupação, por isso estou orientando eles se entregarem. Nenhum deles aparecem na imagem e não tem nenhuma prova contra eles”, defende o advogado.

Um pedido de habeas corpus para a libertação do grupo deve ser impetrado nos próximos dias no Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Estou esperando a publicação do acórdão para fazer um documento robusto. Queremos juntar todos os documentos e o maior número de elementos para tirá-los da prisão. Inclusive, vamos colocar uma fala de um policial que afirma que tinha uns 30 torcedores do cruzeiro na porta do evento no dia do crime”, diz Dino Miraglia.

Dos 12 mandados expedidos pela Justiça, a metade já foi cumprido. Um dos torcedores foi encontrado dentro da Penitenciária de São Joaquim de Bicas. Carlos Eduardo Vieira dos Santos, de 21 anos, estava detido desde julho deste ano por outro crime.

Os integrantes da torcida organizada foram denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais por formação de quadrilha, tentativa de homicídio qualificado e homicídio qualificado. A Justiça decretou a prisão preventiva do presidente da Galoucura, Roberto Augusto Pereira, o Bocão, do vice-presidente, Willian Tomaz Palumbo, o Ferrugem, além dos diretores Marcos Vinícius Oliveira de Melo, o Vinicin, Josimar Júnior de Souza Barros, o Avatar, e Mateus Felipe Magalhães, o Tildan, e de mais sete torcedores. Os cinco primeiros chegaram a cumprir prisão preventiva por 30 dias, mas foram libertados em 12 de janeiro.

Confira as imagens das agressões


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