(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Avisos sonoros para passagem de trens existe em poucas cidades


postado em 30/06/2011 06:00 / atualizado em 30/06/2011 06:09


Integrante da Federação Nacional dos Ferroviários e presidente do Sindicato de Belo Horizonte, Edna Bezerra afirma que as ferrovias passaram a ser um problema depois do desenvolvimento das cidades em seu entorno. “Os municípios cresceram cortados pelas vias férreas e isso gera muitos problemas, que não foram pensados pelo poder público e a legislação. Ao longo da malha, para maior segurança de pedestres, motoristas e ferroviários, o ideal era que houvesse padronização da sinalização, com aviso sonoro e cancela. Também era importante jogar as ferrovias para a zona rural e, onde há mais trânsito, é preciso construir viadutos sobre a linha do trem”, sugere.

O presidente do Sindicato dos Ferroviários de Conselheiro Lafaiete, Paulo Adriano Pereira, que atua na área onde houve o acidente com o ônibus escolar, diz que cancelas e avisos sonoros são instalados só em algumas cidades e lembra que o Código Nacional de Trânsito prevê falta gravíssima para o motorista que não respeitar um cruzamento com linha férrea.

“Sei que há problemas nas condições das passagens de nível, como o trilho alto, por falta de brita, que faz com que o veículo demore a passar, como se estivesse subindo um meio-fio, mas a falta de um segundo maquinista, como existia antes da privatização, também é um problema”, avalia Paulo Adriano.

A MRS informou que 340 passagens de nível ficam em sua faixa de domínio, em 43 municípios mineiros. Levantamento recente, segundo Paulo Adriano, mostra que a empresa considera 100 pontos críticos nos três estados onde atua – Minas, Rio de Janeiro e São Paulo. De acordo com Sérgio Carrato, gerente da MRS, a empresa está fazendo recadastramento das passagens de nível oficiais para avaliação do risco em cada uma delas e necessidade da instalação de mais equipamentos de segurança.

A empresa instalou câmeras de segurança em cruzamentos com a linha férrea em Juiz de Fora, equipamento que flagra diariamente o desrespeito e imprudência de motoristas e pedestres. A MRS também criou o projeto Limpa Trilhos, que usa motociclistas nos trechos de Congonhas e Conselheiro Lafaiete para retirar a população da via, pouco antes da aproximação da locomotiva.

Já na Estrada de Ferro Vitória a Minas, a Vale informou que há 126 passagens de nível, todas sinalizadas com a cruz de Santo André. Os acessos mais movimentados, geralmente em centros urbanos, segundo a assessoria de imprensa da empresa, possuem cancela, aviso sonoro e campanhas permanentes de conscientização à população.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)