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Estado de Minas

Vale anuncia investimento de R$ 138 mi para modernizar linha férrea em BH

Proposta é eliminar insegurança para pedestres e veículos na capital


postado em 30/06/2011 06:00 / atualizado em 30/06/2011 06:08


Em meio às discussões sobre a segurança em passagens de nível de vias férreas, a mineradora Vale anunciou nessa quarta-feira o investimento de R$ 138 milhões para a modernização da linha que liga o Bairro Horto, na Região Leste de Belo Horizonte, a General Carneiro, em Sabará, na região metropolitana. No projeto está prevista a construção de três viadutos rodoviários, quatro passarelas e dois viadutos ferroviários, em substituição aos atuais cruzamentos de carros e trens, que não vão mais existir na capital.

As obras devem começar no início de agosto e durar 30 meses. A Vale definiu o novo desenho dos 8,3 quilômetros da linha em 2008, para duplicar a malha, sob concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Segundo o coordenador do Projeto Modernização, Luciano Almada, a ideia é oferecer mais segurança à comunidade que precisa transpor a via, proporcionar melhorias no traçado até Sabará e concretizar um projeto de urbanização, com áreas verdes de convivência nas duas cidades. Composições da MRS Logística e o trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) também usam o trecho para chegar à Estação Central de Belo Horizonte.

O Projeto Modernização BH-Sabará era uma obrigação da mineradora com o governo federal há 20 anos, quando a empresa ainda era uma estatal e adquiriu um trecho da antiga Rede Ferroviária Federal. Em contrapartida, a Vale teria que recuperar a ferrovia, mas a burocracia e disputas judiciais só permitiram que o projeto começasse a sair do papel agora. A obra tem as licenças ambientais e a aprovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Em BH será construído um viaduto ferroviário sobre a Avenida Itaituba e um viaduto rodoviário ligando a Avenida dos Andradas ao Bairro Caetano Furquim. Duas passarelas também serão erguidas na região. Quatro passagens de nível serão banidas na capital e o projeto prevê ainda a urbanização do Parque Linear do Arrudas, com quadra poliesportiva, área verde e pista de cooper e caminhada. O Pompeia Futebol Clube será realocado na mesma região e ganhará novas instalações, já que uma das novas construções cortará o campo de futebol ao meio.

Em Sabará, um complexo viário será construído no Bairro Nações Unidas. Haverá ainda passarelas, um viaduto rodoviário e o prolongamento da Rua Minas Gerais, melhorando o trânsito na região. A maior obra será um viaduto ferroviário de 30 metros de altura e 150 metros de extensão. Sabará também vai ganhar áreas de lazer. O projeto vai beneficiar diretamente 250 mil moradores de 10 bairros dos dois municípios. “Por este trecho passam 28 trens por dia, no auge da safra, carregados de produtos agrícolas, combustível, produtos químicos, fertilizantes. Isso equivale a mil caminhões. A premissa básica é o fim do conflito em centros urbanos da ferrovia com o meio rodoviário”, explicou Almada.

Por causa da obra, 473 famílias que vivem no entorno da ferrovia nos bairros de São Geraldo e Caetano Furquim, em BH, e Nações Unidas e General Carneiro, em Sabará, serão removidas. A desapropriação custará cerca de R$ 30 milhões. Até agora, 142 famílias já negociaram a saída.


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