
Pimpolho é foragido da Justiça há mais de um ano. Ele também é acusado de comandar o tráfico de drogas na Afonso Pena e de envolvimento em roubos de carros e residências. Segundo a fonte ouvida pelo Estado de Minas, o criminoso se mudou para Guanhães depois de matar o travesti, na tentativa de escapar do cerco policial. Um adolescente de 17 anos também teria participado do crime, que chocou moradores do Bairro Funcionários. Câmeras de segurança de um edifício filmaram a ação dos bandidos. As imagens mostram um homem atirando em Gustavo; que cai; e, em seguida, é atingido por mais tiros, desta vez disparados por um jovem, que seria o menor. Eles fugiram num carro preto.
A polícia teve dificuldades para localizar Pimpolho, pois dispunha apenas de uma foto antiga do criminoso. A imagem foi atualizada depois de os investigadores encontrarem uma entrevista concedida por ele a uma emissora de televisão. De acordo com a fonte policial, o acusado teria cometido o primeiro assassinato aos 12 anos. As investigações indicam que ele matou outro travesti, por desentendimentos ligados ao tráfico de drogas, o mesmo motivo que o teria levado a assassinar Gustavo Aguilar.
Segundo a polícia, Pimpolho chegou a roubar até seis carros em um dia na Grande BH. Por ser considerado um criminoso de alta periculosidade, sua personalidade será analisada por especialistas da Polícia Civil.
Depois do crime, a Polícia Militar fez uma série de rondas ostensivas na região, além de blitzes, para tentar coibir o tráfico de drogas e a permanência dos travestis e prostitutas ao longo da Avenida Afonso Pena, principalmente nos pontos mais próximos a residências. A área também é alvo constante para a prática de furtos a carros e assaltos a pedestres.


