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Estado de Minas Arte final

Super Bowl confirma faturamento milionário e audiência recorde


20/02/2022 04:00

Astros do hip-hop
O show do intervalo, com astros do hip-hop, manteve a audiência em alta no Super Bowl (foto: NFL/Divulgação)

 
Não teve zebra no Super Bowl 2022. A grande final da Liga Americana confirmou as previsões dentro e fora de campo. O favorito Los Angeles Rams venceu o Cincinnati Bengals por 23 a 20, e o espetáculo televisivo estabeleceu novo recorde de faturamento como minuto publicitário mais caro da história do evento: US$ 7 milhões (R$ 36,75 milhões) por 30 segundos. Foram 58 anúncios comerciais exibidos durante a partida, o que daria, no mínimo, US$ 406 milhões (R$ 2,1 bilhões) ao todo. Esse valor, porém, pode ser ainda maior, porque vários anúncios tiveram mais de 30 segundos de apresentação.
 
A audiência do Super Bowl também não decepcionou. De acordo com a NBC Sports, a final do campeonato atraiu audiência média de 112,3 milhões de telespectadores, incluindo os 11,2 milhões que acompanharam via streaming. Além do jogo em si, o grande responsável por alavancar a audiência foi o show do intervalo – "Pepsi Super Bowl LVI Halftime Show". Com os astros do hip- hop Dr. DRE, Mary J. Blige, Snoop Dog, Eminem e Kendrick Lamar ficou mais fácil manter a audiência, com média de 103,4 milhões de telespectadores. O show teve aumento de 7% em relação ao ano anterior, quando The Weeknd se apresentou. De acordo com o Deadeline, esse deve consolidar o Super Bowl 2022 como o mais assistido desde os 114,4 milhões que sintonizaram na NBC em 2015. 

TOP 10 MUSICAL Já os artistas também se deram bem individualmente e chegaram ao Top 10 do iTunes dos Estados Unidos com sete músicas no ranking das mais vendidas. Mary J. Blige ocupa o segundo lugar do ranking de vendas com o seu megahit "Family affair", sucesso no início dos anos 2000. Dr. DRE colocou cinco músicas no Top 10, entre elas suas parcerias com Snoop Dog e Eminem. "The next episode" (feat Snoop Dog) está em 3º lugar, "Still D.R.E" (feat Snoop Dog) em 4º, "Forgot about Dre" (feat Eminem) em 8º, e "Nuthin' but a G thang" em 9º. "Califórnia love", canção de Tupac com participação de DRE, apareceu na sétima colocação. Eminem retornou ao Top 5 do iTunes com "Lose yourself (8 mile)", que está em quinto lugar. Os álbuns de Mary J. Blige e Dr. DRE também apareceram no Top 10 do iTunes US. O recém-lançado projeto da rainha do hip-hop soul "Good morning Gorgeous", apareceu na segunda colocação do ranking. Os discos "2001" e "The Chronic", de DRE, ocuparam a terceira e sétima posições, respectivamente. "BODR", do Snoop Dog, está em sexto.

OVAL X REDONDA Também há uma grande discussão sobre qual partida é o maior evento do esporte mundial. O Super Bowl, final do futebol americano, organizado pela NFL, ou a final da Copa do Mundo, organizada pela Fifa. A final da Copa do Mundo, claro, vence com folgas. Segundo o OneFootball, são 1,1 bilhão de espectadores que assistiram  ao jogo França 4 x 2 Croácia, na decisão da Copa de 2018, disputada na Rússia, contra 50 milhões que acompanharam a Bengals 20 - 23 Rams, domingo passado.
 
A comparação direta, no entanto, é injusta. O futebol é um esporte mundial e líder de popularidade em quatro dos seis continentes, liderando na América do Sul, Europa, Ásia e África, perdendo justamente na América do Norte, onde lidera o futebol americano, e na Oceania, onde reina o rúgbi, segundo esporte mais popular do mundo. Já o futebol americano, como o próprio nome já diz, embora os americanos o chamem apenas de "football", é um esporte nacional e com popularidade restrita ao redor do globo, embora venha ganhando cada vez mais e mais espaço e quebrando recordes de audiência.
 
Se pegarmos o percentual de audiência da final da Copa do Mundo e compararmos com a população mundial em 2018 (7,6 bilhões), teremos um percentual de 14% do público potencial atingido.
A população americana, no entanto, é de 329,5 milhões, segundo o último censo, o que representaria, com os 50 milhões que assistiram ao Super Bowl, um percentual 15,17% do público potencial, o que torna a disputa bastante apertada, e mais justa, e ajuda a entender por que o Super Bowl tem o minuto publicitário mais caro do mundo, rendendo US$ 7 milhões (R$ 36,75 milhões) por comercial de 30 segundos na edição de 2022.


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