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Publicidade vai crescer mais no Brasil


22/08/2021 04:00

Os gastos com publicidade global crescerão 14% em 2021, o maior incremento anual já registrado pela Magna, consultoria norte-americana que faz este levantamento há 60 anos. A alta supera o recorde anterior de 12,5% verificado há duas décadas, no ano 2000. Os maiores crescimentos estão previstos para o Reino Unido (16,8%), China (16,1%) e Brasil e Espanha (15,2%). 
 
O crescimento do Brasil será maior do que o dos Estados Unidos, que continuarão como o maior mercado publicitário do mundo, respondendo por quase 40% do total global. Lá, o crescimento será de 15,1%, a maior taxa de crescimento em 40 anos, chegando a um montante de US$ 259 bilhões.
O valor global passará dos US$ 579 bilhões de 2020 (quando a Covid fez o faturamento cair 2,5% em relação ao ano anterior) para US$ 657 bilhões, o maior valor desde que a Magna começou a fazer esse acompanhamento, há mais de 60 anos. Todos os 70 países monitorados apresentarão crescimento.

BRASIL NA FRENTE Além das boas notícias para este ano, a Magna prevê que o crescimento continuará no ano que vem, com incremento de 6,6% em relação a 2021. E o melhor: a publicidade brasileira estará novamente entre as de maior crescimento.
 
Com incremento de 6,9% previsto para 2022, ficará atrás apenas de Índia (13,6%), Estados Unidos e Reino Unido (8%), Espanha (7,5%) e França (7,2%). O crescimento histórico de 14% é quase o dobro da última previsão feita pela própria Magna, em dezembro do ano passado, quando previa um incremento de 8% para 2021. Os autores do estudo explicam que a revisão para cima se deve a um início de ano melhor do que o esperado e a uma perspectiva econômica cada vez mais forte para os próximos meses, em função do ajuste para 6,4% da previsão do crescimento do PIB global feita pelo Fundo Monetário Internacional.
 
Dessa maneira, a pesquisa prevê que a atividade de marketing e os gastos com publicidade serão alimentados por um forte consumo, um mercado de trabalho em rápida recuperação, a reabertura de muitos negócios e com isso a retomada dos principais ramos de anunciantes, que haviam sido mais atingidos pela pandemia no ano passado, entre eles o automotivo, de viagens, de entretenimento e de restaurantes.
 
Outro incentivo adicional enfatizado foram os eventos esportivos internacionais reprogramados e confirmados, como os Jogos Olímpicos de Tóquio e a Eurocopa.
 
A pesquisa prevê que o cenário em favor da publicidade digital deve se consolidar ainda mais em 2022, quando sua fatia deverá deverá chegar a 66% do bolo total, segundo a pesquisa. A consultoria Magna ajustará as previsões para 2022 no próximo estudo, que divulgará em dezembro. 


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