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Estado de Minas AJUDA

Santa Casa: santo atendimento filantrópico

Primeiro hospital da cidade, a Santa Casa de Belo Horizonte conseguiu sair da falência e modernizou gestão, mas ainda precisa de ajuda para se manter


02/05/2021 04:00 - atualizado 01/05/2021 21:28

(foto: gladyson rodrigues/EM/D.A Press )
(foto: gladyson rodrigues/EM/D.A Press )


Quando se pensa em hospital filantrópico, o primeiro nome que vem à mente de todos é o da Santa Casa de Belo Horizonte. E não poderia ser diferente, o hospital foi a primeira instituição de saúde da cidade, nasceu dois anos depois de BH ter sido inaugurada, e por isso, está completando 122 anos de atividades. É a maior prestadora filantrópica de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais e uma das maiores do Brasil, oferecendo atendimento de qualidade em 35 especialidades médicas.
 
Ao longo de todos esses anos a instituição passou por muitas crises e problemas, chegou à beira da falência, mas graças a uma equipe administrativa competente, parcerias e ajudas de pessoas jurídicas e físicas, conseguiu superar este grave momento, e hoje, tem feito um trabalho de destaque no tratamento de infectados com a COVID-19.
 
Mesmo assim, com o aumento abusivo do preço dos medicamentos, que chegaram a índices acima de 50%, a Santa Casa BH mais uma vez levanta sua voz em busca de ajuda para aquisição de equipamentos e medicamentos, fundamentais no tratamento do novo coronavírus. Afinal, quem mais ajuda é também quem mais precisa de ajuda.
 
Para se ter uma ideia do tamanho deste gigante que é a Santa Casa BH, ela emprega 5.7 mil trabalhadores em regime de CLT. Só médicos são 1.4 mil entre contratados, pessoas jurídicas e cooperados. Diariamente circulam em seus prédios mais de 16 mil pessoas. É mais gente do que a população de muita cidade.

TRABALHO INTENSO O diretor de Gestão Corporativa e Relações Institucionais do grupo, Gonçalo de Abreu Barbosa, está há 21 anos na equipe da Santa Casa BH. Administrador competente, foi um dos que contribuiu para tirar o hospital da falência. Trabalha duro todos os dias, e garante que é como se tivesse que matar um leão, um tigre, um touro e a boiada inteira, diariamente. Apesar disso, sua voz é cheia de energia, alegria, garra, amor e paixão pelo que faz, um ânimo de quem acabou de ser contratado.
 
O diretor diz que brinca com os administradores recém-formados, dizendo que para trabalhar lá é preciso esquecer tudo que aprendeu na escola, porque as coisas, para darem certo, tem que ser feitas ao contrário. “Em uma instituição que vive com recursos do SUS, recebe mal e atrasado, é preciso usar de criatividade a todo momento, se usar soluções convencionais não dá certo. Tem que sempre buscar alternativas e ficar sempre de olho no caixa. Na escola aprende-se que deve olhar mais o econômico e menos o financeiro. Aqui é o contrário”, comenta.
 
Para Gonçalo, quem quiser trabalhar na Santa Casa precisa ter três qualidades: saber trabalhar em equipe – ninguém faz nada sozinho, e saber aproveitar o máximo do potencial de cada um da equipe –; ter visão de futuro – tem que ver sempre onde vai chegar e colocar como objetivo – e não parar de estudar, para estar atualizado no que há de mais novo na área.
 
“Tem dado certo, pegamos a Santa Casa falida, com passivos tributários, trabalhistas e com fornecedores, milhões de cheques pré-datados e colocamos nos eixos. Foi um trabalho difícil, mas foi fundamental o apoio da sociedade e dos parlamentares”, explica Barbosa.
 
A COVID mostrou que a Santa Casa tinha muita capacidade de fazer as coisas, resultado de um trabalho de longos anos. Hoje, com a suspensão das cirurgias eletivas e a baixa demanda de atendimento de outras doenças nas UPAs, o hospital está com mais de 200 leitos vagos não COVID. Estão disponíveis para o município, e são ocupados pela Central de Internação. Outra consequência da pandemia foi a necessidade de aumentar o quadro de funcionários. Foi preciso fazer a contratação de mais 700 pessoas, o que significou em um aumento significativo na folha de pagamento.

DRIBLANDO A CRISE  Gonçalo explica que conseguiram, por meio de uma articulação do Setor Filantrópico Nacional, a aprovação de alguns projetos de lei propostos. Isso possibilitou um recurso extra. Entre as leis aprovadas está uma que define que o pagamento dos valores mensais feitos pelo SUS fosse pela média de atendimento do ano passado, e não por leito ocupado. Isso foi de extrema importância, uma vez que havia perda de receita em outras patologias, mas quando se paga pela média integral foi possível reduzir esta perda.
 
O grupo conseguiu também aprovação de leis de liberação de recursos extras para COVID-19. O gestor conta que a Santa Casa BH recebeu muita ajuda de empresas e pessoas físicas. Algumas em espécie e outras em materialidade. Graças a uma doação de uma grande loja de material para construção, será possível começar a reforma de uma ala do hospital.
 
Entrada da ALA C, da Santa Casa de Belo Horizonte, local de chegada de pacientes com coronavírus(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press.)
Entrada da ALA C, da Santa Casa de Belo Horizonte, local de chegada de pacientes com coronavírus (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press.)
 
 
“Saímos atrás de doações, mas cerca de 20% das ajudas recebidas chegam de forma espontânea. Ano passado a arrecadação foi surpreendente, conseguimos sensibilizar grandes empresas. Acredito no modelo de financiamento misto, pagamento do serviço e ajuda da sociedade. Este modelo é muito comum nos Estados Unidos, e em Barretos funciona muito bem. Aqui tem nos ajudado significativamente. O recurso financeiro que vem de doação de pessoa física possibilita compra de medicamentos e materiais descartáveis, uma vez que a maioria dos fornecedores só vende à vista, ou melhor, pagamos antecipado, para depois receber a medicação”, explica Gonçalo Barbosa.
 
O diretor faz questão de ressaltar a grande ajuda da PBH, que tem enviado medicamos, mas o consumo é muito alto, e tem época que o consumo é maior e falta. Por isso, acertaram com o Secretário Municipal de Saúde que sem medicamos suspenderiam as internações. “O fim de semana retrasado foi um caos, tínhamos muito internados e faltou analgésico, principalmente para os entubados, que é importantíssimo. Com ajuda de parceiros e da PBH conseguimos adquirir em urgência. Compramos medicamentos até da Unimed, que tinha importado um grande lote, mas estavam parados na Anvisa. Conseguimos a liberação através do presidente do Senado. Foi um milagre”, relata.
 
A conduta implantada e passada para o Conselho da Santa Casa é atender as pessoas que forem encaminhadas para o hospital, depois ver como pagar, porque a missão histórica é atender as pessoas. A Santa Casa tem outros negócios que ajudam na arrecadação de receita, como a faculdade, que oferece cursos de graduação, pós-graduação e doutorado, a Escola de Enfermagem, a funerária, o Hospital São Lucas. Mas estas fontes de renda foram afetadas na pandemia, porque houve muita inadimplência, e houve redução no atendimento hospitalar de outras patologias. A queda de receita foi de cerca de 15%. Felizmente, aumentou o repasse do SUS, e a PBH ajuda com verbas emergenciais para COVID via Recurso Orçamentário do Tesouro (ROT).
 
“O limite para se fazer campanha é não faltar remédio. Mas as coisas são muito grandes na Santa Casa, o que ajuda é a somatória de todas as ações. Não seremos irresponsáveis de aceitar pacientes que não conseguiremos tratar. Estamos com mais dois projetos de lei no Senado, que estamos pedindo urgência para adiantar a votação, e caso sejam aprovados, viabilizará mais verbas.”, conta Barbosa.
 
Gonçalo Barbosa(foto: Divulgação)
Gonçalo Barbosa (foto: Divulgação)
 
 
 
 
Um pouco da história 
 
A Santa Casa BH foi a primeira instituição de saúde instalada em Belo Horizonte, no final do século 19. Fundada em 1899, apenas dois anos após a inauguração da capital mineira, teve seu início por meio da iniciativa de um grupo de empresários e políticos importantes da época, que perceberam a necessidade de a cidade oferecer uma assistência médica aos menos favorecidos, principalmente os indigentes. Criaram, em 1898 a Associação Humanitária da Cidade de Minas.
Este foi o primeiro passo para a construção de um hospital que pudesse atender a parcela carente da população. No ano seguinte, foram abertas inscrições para sócios-fundadores e adotadas providências para um empreendimento do alcance social que um hospital filantrópico deveria ter na cidade recém-inaugurada. Uma comissão formada por médicos e engenheiros propôs e aprovou, junto à Prefeitura de Belo Horizonte, o local mais apropriado para a construção do hospital.
Por décadas, funcionou em um pavilhão construído na esquina da rua Ceará com avenida Francisco Sales, atendendo a população carente. Ao longo dos anos, novos setores – como o histórico prédio da Maternidade Hilda Brandão e o pavilhão Miguel Couto – foram erguidos no entorno do pavilhão original para ampliação do atendimento da instituição. Na década de 1940, por iniciativa do então provedor José Maria Alkmin, foi construído um novo hospital a partir de um projeto do renomado arquiteto Raffaello Berti.
O atual edifício da Santa Casa BH foi inaugurado em 1946, possui 13 andares com quatro grandes alas cada um, abrigando modernas unidades de atendimento com UTI’s e alas de enfermaria de alto padrão. Reunidos em um único quarteirão, outros nove prédios anexos compõem a Santa Casa BH. Seu Centro de Admissão e Diagnóstico Inicial (CADI) - primeiro centro especializado em diagnóstico da capital mineira, em operação desde 2011 - tornou-se referência no Estado.

ESTRUTURA Com 19 salas cirúrgicas para procedimentos de média e alta complexidade, a Santa Casa BH reúne o maior número de leitos de UTI, em um único edifício, destinados exclusivamente a pacientes SUS. O atual padrão de atendimento do hospital está entre os melhores do país.
Para um hospital dessa envergadura, foram demandados grandes investimentos. Ao longo dos anos, a instituição contou com o apoio da iniciativa privada, sempre útil na complementação orçamentária da maioria das entidades filantrópicas do país. Um bom exemplo foi o apoio do médico, banqueiro e empresário Aloysio de Andrade Faria, cujas doações de equipamentos hospitalares de última geração tornaram possível a revitalização de duas grandes UTI’s nos últimos anos.
Principal unidade do Grupo Santa Casa BH, a Santa Casa BH é o maior núcleo de prestação de serviços na área de saúde em Minas Gerais. Atuando em 35 especialidades médicas, atingiu a marca de 1.086 leitos de alto padrão destinados ao atendimento SUS, ao final de 2014, com o projeto Santa Casa Mil Leitos SUS. O empreendimento representou um avanço no modelo de saúde pública, estabelecendo melhorias no atendimento, tornando-o ainda mais humanizado, e aliando tecnologia de ponta a assistência especializada. Desde a implantação do projeto, em 2008, o número de leitos foi ampliado, o índice de internações cresceu 67% e o atendimento às demandas de alta complexidade subiu 50%.
 
Além de implantar mudanças na estrutura física, os contínuos investimentos promoveram capacitação e qualificação de funcionários, aumento no número de procedimentos e internações e – resgatando um compromisso histórico com o corpo clínico – proporcionaram melhores condições de trabalho aos médicos do hospital, assegurando-lhes modernos equipamentos e todo o apoio logístico necessário para a manutenção do alto padrão de qualidade na assistência aos pacientes.
 
A Santa Casa BH possui Centro Cirúrgico, Centro de Diagnóstico e Tratamento, Centro de Nefrologia, Centro de Transplantes, Clínica de Olhos, laboratório, Maternidade Hilda Brandão, clínica e cirurgia pediátrica, quimioterapia e radioterapia, UTI adulto e pediátrica.

TRANSPLANTES Considerado o maior hospital transplantador de Minas Gerais, a Santa Casa BH realiza transplantes de córnea, medula óssea, coração, rim, fígado e ossos. Executa também a captação de múltiplos órgãos e coleta de medula óssea e células-tronco periféricas para o banco do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). Além disso, faz parte do “Projeto DONORS: Estratégias para otimizar a doação de órgãos no Brasil”, do Ministério da Saúde. A iniciativa busca aumentar a taxa de sucesso das doações e a qualidade dos órgãos disponibilizados aos seus receptores.
 
Em maio do ano passado, foi realizado o primeiro transplante cardíaco pediátrico no hospital, um procedimento que salvou a vida de Paloma Avelar dos Santos, de 13 anos, moradora da cidade de Itambacuri, no Norte do estado.

ONCOLOGIA Na área oncológica, a Santa Casa BH é reconhecida nacionalmente por oferecer serviço de excelência, com segurança, agilidade e foco no bem-estar de cada paciente. Em 2020, foram atendidos 65.315 pacientes entre primeira consulta, sessões de quimioterapia, radioterapia, procedimentos e retornos para controle.
 
E, em breve, a instituição inaugura a estrutura física completa de seu Instituto de Oncologia, um espaço equipado que conta com os melhores equipamentos aliados à expertise de profissionais que realizam um atendimento humanizado aos pacientes em todas as etapas do tratamento. 
 
Enfrentando a pandemia 
 
Com a pandemia do novo coronavírus, o hospital teve que se reinventar para atender às necessidades da saúde pública diante de um cenário de extrema atenção. A SCBH se dividiu em duas: o Hospital Geral, que manteve o atendimento a todas as especialidades, e o Hospital Respiratório, dedicado ao tratamento de casos suspeitos ou confirmados de COVID-19. Isso só foi possível graças ao tamanho do prédio, número suficiente de elevadores e por possuir várias entradas independentes.
 
Pode-se dizer que dois dos maiores hospitais de Minas Gerais estão dentro da Santa Casa, o Geral e o da COVID. Esta separação foi uma ação fundamental no controle da doença, para evitar que pacientes com outras doenças corressem o risco de se contaminas com o vírus. As equipes de atendimento também são separadas, e apesar da Central de Leitos encaminhar os pacientes já diagnosticados, os doentes encaminhados para o Hospital Geral passam por um exame de COVID assim que entram na Santa Casa, para garantir que nenhum deles esteja contaminado. Já tiveram casos de o paciente entrar com uma patologia e o exame dar positivo.
 
Atualmente, o hospital conta com 1.255 leitos, sendo 383 de isolamento respiratório para os casos de infecção pelo novo coronavírus, sendo 219 leitos de enfermaria e 164 leitos de CTI. Isso faz com que a instituição seja uma das que mais atende pacientes com COVID-19 na região metropolitana de Belo Horizonte.
 
E mesmo com os problemas e sobrecarga da saúde provocados pela pandemia, ano passado a Santa Casa BH manteve sua posição de destaque no atendimento de casos de média e alta complexidade. Foram mais de 39 mil internações e foram realizadas mais de 16 mil cirurgias na unidade.
 
Quase todo o quadro de funcionários já está vacinado contra o novo coronavírus. De acordo com informações do diretor de Gestão, faltam vacinar 700 que não estão, teoricamente, na linha de frente, mas o executivo acredita que até meados de maio todos já tenham recebido pelo menos a primeira dose.
 
Uma boa notícia é que nesta onda roxa, foi possível perceber uma redução significativa na internação de idosos contaminados, uma vez que as faixas etárias mais elevadas já tinham recebido a vacina. 
 
Célia e Patrícia Soutto Mayor(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press.)
Célia e Patrícia Soutto Mayor (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press.)
 
 
 
Toda doação é bem-vinda
 
Para continuar salvando vidas, a Santa Casa BH precisa de ajuda da sociedade para a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs) e medicamentos, além de suprir outros gastos necessários e, assim, manter seus leitos em operação.
 
Uma empresa que tem ajudado com frequência a Santa Casa BH é o Buffet Célia Soutto Mayor. Com a notícia da dificuldade de recursos para aquisição de medicamentos, a diretora comercial que também é conselheira da Santa Casa, Patrícia Soutto, imediatamente criou uma promoção para sensibilizar seus clientes e amigos. Apesar do setor de festas ter sido um dos mais afetados na pandemia, e o segmento de bufês ter que se reposicionar – e ainda estão buscando o caminho mais assertivo –, a empresa decidiu destinar 20% de todas as vendas dos produtos promocionais para o Dia das Mães, desde o dia 20 de abril, até o próximo domingo, 9 de maio, para a Santa Casa BH comprar medicamentos. É a prova da grande veia solidária do Célia Soutto Mayor pela instituição.
 
Apesar disso, Patrícia é incansável, e começou uma ação direta com amigos e empresários de seu relacionamento pedindo doações, independente do consumo no bufê. “O que mais nos motivou foi o fato de conhecermos profundamente o trabalho e a seriedade da Santa Casa BH. Claro que existem problemas, mas é tudo muito bem-feito e idôneo. Outro motivo é o fato da Santa Casa atender pelo SUS, e muitas pessoas precisaram abrir mão do plano de saúde, por causa de demissões e redução da renda. Nos preocupamos em ajudar essas pessoas a terem um atendimento de qualidade, explica Patrícia.
 
Mas esta não é a primeira vez que o bufê realiza uma campanha em prol da Santa Casa BH. “A primeira foi quando o bufê completou 30 anos, em 2000, e definimos que toda a renda da venda de quindins seria destinada para ajudar na montagem no primeiro CTI pediátrico do hospital. A construtora Concreto fez a obra e os aparelhos e berços foram comprados com a verba desta campanha. A ação sensibilizou muito a sociedade e os clientes que chegaram a trocar o pedido e incluir quindim só para ajudar a Santa Casa”, relembra a empresária. “Em outra época, conseguimos uma parceria com uma Fundação que doou cerca de R$ 1 milhão que foi usado para a reforma total da Maternidade Hilda Brandão. O bufê também doou o gerador do Hospital São Lucas. É importante ressaltar que tem marcas muito queridas e respeitas em BH, uma delas é a Santa Casa, outra é o Buffet e isso gera credibilidade, e retorno nas ações solidárias.”
 
As doações em dinheiro podem ser feitas via depósito bancário na conta do Banco Cooperativo do Brasil S.A (Número: 756 | Agência: 4027 | Conta: 1.600.001-3 em| nome da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte cnpj|: 17.209.891/0001-93). Transferência por PIX para a chave doacoes@santacasabh.org.br. E também é possível solicitar a doação mensalmente por meio das contas da Cemig e da Copasa, a partir de R$ 5, ou, ainda, autorizar a doação via cartão de crédito e boleto, a partir de R$ 10. Para isso, é necessário ligar para a Central de Doações da Santa Casa BH (31) 3274-7377 ou enviar a mensagem “Quero Doar” pelo WhatsApp para o número (31) 99579-6139.

Para outros tipos de doações, tais como equipamentos, repasse de materiais ou patrocínio de projetos, basta entrar em contato com a Provedoria da Santa Casa BH pelo telefone (31) 3238.8873.
As doações em dinheiro também podem ser feitas pessoalmente na Provedoria da Santa Casa BH (Rua Álvares Maciel, 611 – Santa Efigênia). Outra forma de se tornar doador é pelo site, basta acessar o endereço: http://www.santacasabh.org.br/doacoes. Já cai na página certa, aí é só preencher os campos com seus dados, escolher o valor que deseja doar, clicar em prosseguir e será direcionado para outra página para efetuar o pagamento.
 
Toda ajuda é bem-vinda, diante do valor necessário para custear o hospital. A Santa Casa BH gasta R$ 48 milhões/mês para se manter, incluindo folha de pagamento, medicamentos, materiais, e também com o asilo. O hospital é uma verdadeira cidade da saúde, diariamente circulam por seus corredores mais de 16 mil pessoas. E vale aquela máxima: Quem mais atende é quem mais precisa. O SUS repassa mais de R$ 30 milhões, mesmo assim ainda falta complementar um valor considerável.
“Por questões éticas e legais não podemos fazer campanha dentro do hospital. Divulgamos sempre que a imprensa nos abre espaço para isso, contratamos uma empresa de telemarketing que tem feito um trabalho ativo no pedido de doações”, conta Gonçalo.  
 
Cada vez mais jovem 
 
Apesar de ser o primeiro hospital da cidade, e completar 122 anos de fundação, a Santa Casa BH não é uma empresa velha. Trata-se de uma instituição longeva, estável e que vem se modernizando a cada dia, tanto no que diz respeito a equipamentos de exames, recursos humanos, estrutura, quanto na administração. Em 2018, foi implantado o Programa de Compliance e Integridade, um dos quesitos mais modernos em termos de gestão. O programa visa assegurar a conformidade e a ética de processos, baseado nas estratégias adotadas pela instituição.Ele é destinado a todas as unidades que compõem a Santa Casa BH, sendo elas, o Hospital Santa Casa de Belo Horizonte, Hospital São Lucas (HSL), Centro de Especialidades Médicas (CEM), Santa Casa BH Ensino e Pesquisa (SCBH EP), Funerária Santa Casa BH e Instituto Geriátrico Afonso Pena (IGAP), e deve ser cumprido por todas as pessoas que participam ou desempenham suas atividades profissionais na instituição.
 
O reconhecimento da importância do Programa de Compliance e Integridade e o seu cumprimento reforça o compromisso da Santa Casa BH com as atitudes que consideram corretas para a condução de suas atividades e, principalmente, de seus profissionais.Cabe à coordenação de Compliance e Integridade garantir o cumprimento das regras institucionais de Conduta, das políticas institucionais, normativos e legislações aplicáveis à instituição, tendo como objetivos: criar mecanismos internos para assegurar que todos os procedimentos adotados internamente estejam em conformidade com a legislação e regulamentação vigente; salvaguardar a instituição quanto às suas responsabilidades legais e regulatórias; proteger a imagem e reputação da instituição; mitigar perdas financeiras; melhorar o aculturamento da conduta ética dentro da instituição; aderir a comportamentos éticos que refletem na integridade da instituição; identificar, prevenir e mitigar os riscos que possam comprometer a Integridade da instituição. 


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