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Estado de Minas

luto na moda


02/05/2021 04:00

(foto: REUTERS)
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O mundo da moda está triste: Alber Elbaz, o talentoso estilista, que comandou a Lanvin de 2001 e 2015 e que recentemente fez um retorno brilhante com sua própria marca, a AZ Factroy, morreu em Paris, aos 59 anos, após uma luta de três semanas contra a Covid-19. A notícia foi confirmada, no útimo domingo (25.04), pelo conglomerado Richermont, parceiro do estilista no novo negócio.
“Estamos arrasados. Alber faleceu de Covid-19 depois de passar três semanas no hospital - tão trágico”, disse Johann Rupert, presidente da empresa suíça de produtos de luxo Richemont.
 
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Desde que deixou a Lanvin, em 2015, após 14 anos na grife, o retorno de Elbaz é aguardado por fashionistas. “Recebi ofertas de empregos de diferentes casas. Mas eu queria criar, não recriar dentro de códigos definidos”, conta ele, que nesse meio tempo lançou algumas colaborações, com marcas como Tod’s e LeSportSac e A AZ Factory é uma start up desenvolvida com o grupo Richemont.
 
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Em 2019, Elbaz anunciou a joint venture com o conglomerado suíço Richemont (dono de marcas como Chloé e Cartier). A AZ Factory (AZ simboliza também a primeira letra do nome do estilista e a última de seu sobrenome) une moda, tecnologia e entretenimento.
 
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Nascido em Casablanca, Marrocos, Alber se mudou ainda criança para Israel, onde fez faculdade de moda. Ele foi treinado em Nova York pelo costureiro americano Geoffrey Beene, de 1989 a 1996. Mais tarde o estilista seguiu para Paris, onde fez uma rápida passagem pelo ateliê de Guy Laroche. Na sequência, recebeu um convite do próprio Yves Saint Laurent para atuar na linha de prêt-à-porter da grife francesa. Um ano depois, porém, a Saint Laurent foi comprada pelo grupo Kering, e Tom Ford foi colocado no em seu lugar.
 
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Com a virada do milênio, ele recebeu uma ligação que mudaria o rumo de sua vida: era a tailandesa Shaw-Lan Wang que havia adquirido a Lanvin em 2001. O convite era para que o estilista desse novo brilho a esta que é a mais antiga maison do mundo. Em 2007, Alber foi eleito um dos cem nomes mais influentes do mundo pela Time. A Lanvin voltou a assumir um lugar de destaque entre as marcas internacionais, ditando tendências, emplacando hits, assinando colaborações e vestindo celebridades. Por onde passava, ele deixou sua marca colocando as mulheres em primeiro lugar. Com inteligência e sabedoria, ele conquistava o público ao oferecer diferentes categorias de roupas fáceis de consumir, joias ousadas, bolsas e sapatos variados.
 
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Quando Alber se desentendeu com a proprietária tailandesa da Lanvin, Shaw-Lan Wang, ele finalmente deixou a empresa, ressurgindo em 2020 com o Alber Elbaz AZ Factory. Mas, longe de ser uma repetição do trabalho anterior do designer, a nova grife era jovem, esportiva e dinâmica, com foco em roupas que se moviam com o corpo e libertavam o usuário de qualquer constrição.
 
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“Precisamos fazer o sistema funcionar para nós e não ser escravos dele - as ideias começam com intuição e medos, que é a essência da criação”, disse Alber na conferência da Condé Nast realizada em 2020, em Florença, Itália. “Um computador não tem intuição - são máquinas com cérebros - mas não corações”, continuou ele. “Perguntei aos meus amigos - muitos dos quais são arquitetos e artistas - como eles começam a desenhar? 'Com lápis e papel' eles responderam. 'Por que não com um computador?', eu questionei. 'Um computador é muito preciso', disseram eles. 'Nunca duvide. Nós, designers, não trabalhamos com calculadora. Trabalhamos com sonhos”


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